A exposição virtual Trajetória(s) é um projeto que busca revisitar e compartilhar com o público, através de acervos representativos, alguns momentos significativos da carreira da artista cênica Mariana Muniz - bailarina, atriz, coreógrafa e diretora da Cia Mariana Muniz de Teatro e Dança – que participou de eventos históricos que mudaram a maneira de pensar o movimento e a dança em nosso país.

Nascida em Caruaru, Pernambuco, no ano de 1957, Mariana iniciou cedo o seu aprendizado em dança e se formou pela Escola de Danças Clássicas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 1975. Em 1976, tem início sua carreira profissional quando toma contato com o que seria um divisor de águas em sua carreira ao participar do grupo Teatro do Movimento, sob a direção de Angel e Klauss Vianna (1923 – 1992) o que, segundo Mariana, mudou seu modo de ver o mundo: A ideia de questionar o sentido de fazer dança, de ter a sensação do corpo em movimento, de saber o que estava acontecendo do ponto vista anatômico e fisiológico, produziram em mim uma transformação radical. Posso afirmar que meu caminho artístico se divide entre antes de Klauss e depois de Klauss. Participou ainda do Grupo Coringa, dirigido por Graciela Figueroa, que marcou o contexto revolucionário e inovador que pairava sobre a dança contemporânea brasileira na década de 1970.

Na década de 1980, estudou dança moderna na escola de Martha Graham (1894 – 1991), Mercê Cunningham (1919 – 2009) e Jennifer Muller, o que possibilitou ampliações em seu repertório. Conhece Ruth Rachou e começa a dar aulas na Escola de Dança Ruth Rachou. Retoma seu contato com Klauss Vianna, então diretor do Grupo Experimental do Balé da Cidade de São Paulo, e inicia sua experiência com o mundo da dança paulistana. Em 1984, após um sábio conselho oferecido por Stéphane Dosse, diretor do grupo Teatro do Aceno, Mariana investe na prática teatral, o que alterou significativamente o rumo de sua carreira. Ainda nesta década, Mariana teve o primeiro contato com as artes chinesas, técnica muito presente em seu corpo, que foi aprofundado posteriormente com o mestre Liu Pai Lin e com a profª. Maria Lucia Lee.

Funda junto com Cláudio Gimenez, co-diretor e fotógrafo, parceiro em todos os trabalhos desde 2000, da Cia. Mariana Muniz de Teatro e Dança que, desde então, vem desenvolvendo trabalhos voltados para a pesquisa das relações entre palavra e movimento, poesia e dança. Realizou importantes trabalhos de dança-teatro, tanto em grupo quanto solos.

Com mais de 60 obras em seu currículo, Mariana coleciona uma série de premiações como bailarina, coreógrafa e atriz. No ano de 1987, iniciou sua atuação no teatro e ganhou o prêmio APCA de melhor intérprete por Blas-Fêmeas, dirigida por Roberto Lage. No ano seguinte, ganhou o prêmio Mambembe de melhor atriz coadjuvante em Lago 21, dirigida por Jorge Takla. e o prêmio APCA de revelação como coreógrafa por Corpo de Baile, dirigida por Ulysses Cruz. Durante um período de recolhimento, nasceu Paidiá, em 1989, inspirado no universo popular brasileiro que lhe é familiar. Com a união entre dança e teatro, a artista aumentou suas possibilidades expressivas e ganhou o prêmio APCA de melhor autora-intérprete em dança. Em Dantea, a poesia de Florbela Espanca (1894 – 1930) serviu de referência para o exercício de múltiplas qualidades de trânsito entre palavra e movimento e rendeu à artista o prêmio APCA de melhor bailarina no ano 2000.

Intensa, múltipla, encantadora. Tanto a artista cênica quanto sua trajetória são marcadas por essas qualidades, exploradas nesta exposição virtual por meio de acervos fotográficos feitos ao longo de sua carreira, material audiovisual e materiais de imprensa.

Esta exposição virtual é formada por uma linha do tempo, na qual feitos relacionados à história das artes cênicas e à linha artística de Mariana Muniz se cruzam. Em CENA é possível vislumbrar ficha técnica e acervos de grande parte das obras das quais Mariana participou como bailarina, atriz, coreógrafa e diretora. Em DEPOIMENTOS Ana Terra, Celso Nascimento, Clara Carvalho, Claudio Gimenez, Helena Katz, Raul Rachou e Talita Bretas compartilham suas impressões e reflexões sobre o cruzamento de suas trajetórias com a de Mariana Muniz, seja na dança, teatro, artes orientais ou na academia – facetas essas que compõem a multidisciplinariedade da carreira da artista. Em ENSAIOS Cássia Navas, Carlos Avelino, Nirvana Marinho e Valmir Santos enriquecem a exposição com suas visões sobre o contato que tiveram com a trajetória artística de Mariana, fornecendo material escrito para pesquisa e aprofundamento no tema. As CONEXÕES consistem em três encontros realizados entre Mariana Muniz e Angel Vianna, Maria Lucia Lee e Valmir Santos no MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo ‒ os quais refletiram e discutiram sobre as relações entre suas trajetórias e influências nos rumos da carreira da artista. Em EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA será possível visualizar a exposição que ficou em cartaz no Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo – CRDSP. Por fim, disponibilizamos uma bibliografia para o aprofundamento em temas abordados por esta exposição.

RELEASE

A história de um grande autor, um homem que abrigou em sua carne e em sua alma durante toda a sua vida dois personagens que travaram uma batalha atroz – o médico e o doente. Na atmosfera silenciosa de uma casa, Anton Tchekhov, frágil em seus derradeiros momentos de vida, recebe a visita de suas criaturas. Um cenário onírico em que as suas personagens, vindas de peças diferentes, através de diálogos bem-humorados e surpreendentes se reencontram, se desencontram, se retratam, se destratam, e se acercam para um acerto de contas com o seu criador.

FICHA TÉCNICA

Texto: Matei Visniec I Direção: Clara Carvalho e Denise Weinberg I Elenco: Ariana Sliva, Brian Penido, Dinah Feldman, Emmílio Moreira, Fernando Poli, Fernando Rocha, Mariana Muniz e Michel Waisman I Luz: Wagner Pinto I Trilha Sonora: Miguel Briamonte I Figurino e Cenografia: Chris Aisner I Assessoria de Produção: Coletivo Lótus I Produtora Executiva: Marcela Donatto I Direção de Produção e Idealização: Fernando Rocha
Duração: 90 minutos
Classificação: 12 anos

PRÊMIOS

*Prêmio Zé Renato de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral para a cidade de São Paulo.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

08 de agosto a 25 de outubro de 2015/ Instituto Cultural Capobianco/ São Paulo – SP – Brasil.

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RELEASE

D’Existir é um projeto de dança/teatro baseado em pesquisas sobre o tema da morte. Com referência poética no texto Mal Visto Mal Dito de Samuel Beckett, trata-se de uma artista em seus questionamentos sobre o ato de vivenciar o sentido de seus movimentos em dança e teatro. Uma viagem imaginária pelo tempo, impulsionada pelos gestos e movimentos de um corpo que se questiona e se revê em sua trajetória cênica pela vida.

FICHA TÉCNICA

Direção, Concepção e Atuação: Mariana Muniz I Assistência de Direção: Claudio Gimenez I Supervisão Geral: Eduardo Tolentino De Araújo I Artista Provocadora: Clara Carvalho I Música Composta: Celso Nascimento I Figurinista: Fábio Namatame I Iluminação: Ricardo Bueno I Sonoplastia: Mauricio Brugnolo I Produção Executiva: Cria da Casa Art Productions (Cybelle Young e Priscila Wille)
Duração: 50 minutos
Classificação: livre

PRÊMIOS

*PROAC da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo – Produção de Espetáculo Inédito e Temporada de Dança.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

02 a 05 de abril de 2015 / Top Teatro / São Paulo – SP – Brasil.

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RELEASE

Em TransVersos, a Cia. Mariana Muniz de Teatro e Dança pesquisa maneiras de construir a cena e diminuir a distância entre o artista e a comunicação coreográfica. Ao explorar as dimensões narrativas e dramáticas dos espaços pessoais, teatrais e urbanos, além de buscar a construção coreográfica e improvisada como possibilidade dramatúrgica, o trabalho investiga modos de se relacionar com esses espaços e viver a cena com o público, habitantes passageiros, por meio do movimento dançado. “TransVersos” discute cineticamente as relações das pessoas com estes espaços.

FICHA TÉCNICA

Concepção, Direção e Coreografia: Mariana Muniz | Assistência de Direção: Claudio Gimenez | Intérpretes-criadores: Bárbara Faustino, Danielli Mendes, Maurício Brugnolo, Mariana Muniz e Tatiana Saltini | Produção executiva: Cria da Casa Art Productions (Priscila Wille) | Coordenação de produção: Aline Grisa
Duração: 45 minutos
Classificação: livre

DATA E LOCAL DE ESTREIA

26 de setembro de 2014/ Galeria Olido/ São Paulo – SP – Brasil.

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RELEASE

A montagem, interpretada pelo Grupo Tapa, conta a história de Feliz e Clara, dois irmãos, atores e donos de uma companhia mambembe. Eles são abandonados pelo restante do grupo num desconhecido palco subterrâneo e, em meio a este clima denso, ao mesmo tempo delicado e sensual, eles representam uma peça escrita por Feliz para Clara, cujos personagens também são irmãos com os mesmos nomes.

FICHA TÉCNICA

Grupo TAPA I Texto: Tennessee Williams I Tradução: Eduardo Tolentino de Araújo e Kadi Moreno I Direção e Cenografia: Eduardo Tolentino de Araújo I Elenco: Rubens Caribé e Mariana Muniz I Música Original: Ricardo Severo I Iluminação: Ricardo Bueno I Figurinos: Lola Tolentino I Operação de Som: Dora Florêncio I Direção de Produção: Cássio Reis
Duração: 75 minutos
Classificação: 14 anos

DATA E LOCAL DE ESTREIA

02 de agosto a 01 de setembro de 2013/ Projeto TAPA no Arena - Teatro Arena Eugênio Kusnet/ São Paulo – SP – Brasil.

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RELEASE

Trabalho cênico inspirado na poesia de Manoel de Barros, onde as palavras e os movimentos configuram ideias e formas, num diálogo de invenções mútuas entre as vozes do poeta e dos artistas.
“Retrato do artista quando coisa” é o livro do poeta que serve de base para UMANOEL, numa leitura poética e teatral.

FICHA TÉCNICA

Concepção, Direção e Coreografia: Mariana Muniz I Adaptação dos textos e intérpretes: Rubens Caribé e Mariana Muniz I Música Composta: Ricardo Severo I Cenografia: Cláudio Gimenez I Iluminação: Ricardo Bueno I Consultoria de Figurinos: Tânia Marcondes I Produção Executiva: Cria da Casa Art Productions (Cybelle Young e Priscila Wille)
Duração: 45 minutos
Classificação: Livre

DATA E LOCAL DE ESTREIA

20 de março de 2013/ Auditório Simon Bolívar do Memorial da América Latina/ São Paulo – SP – Brasil.

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RELEASE

GESTOS é resultante da imersão no estudo de Libras (Língua Brasileira de Sinais).
Neste projeto não cabem traduções, e sim articulações entre palavras expressas em línguas distintas num espaço comum, onde os desenhos dos gestos se mesclam a vozes que igualmente desenham formas e sentidos.
Trata-se da projeção no espaço dos códigos verbais e não verbais, seja por meio dos gestos, seja por meio da oralidade, tendo como fio condutor as estruturas coreográficas que dimensionam e articulam esses mesmos códigos.
GESTOS se dirige a dois públicos distintos: o dos surdos e o dos ouvintes, sem exclusão daqueles que livremente transitam entre essas duas línguas.

FICHA TÉCNICA

Concepção, Direção e Coreografia: Mariana Muniz I Assistência de Direção e Cenografia: Cláudio Gimenez I Criadores-intérpretes: Amanda Correa, Bárbara Faustino, Danielli Mendes, Gilberto Rodrigues, Mariana Muniz, Rubens Caribé, Tatiana Saltini e Viviane Fontes I Estagiária: Maike Rinne I Música Original: Ricardo Severo I Iluminação: Ricardo Bueno I Figurino: Tânia Marcondes I Assessoria em Libras: Carlos Avelino de Arruda Camargo e Alexandre de Freitas Guimarães I Aulas de Voz: Frederico Santiago I Aulas de Eutonia: Karen Muller I Produção Executiva: Cria da Casa Art Productions (Cybelle Young e Priscila Wille)
Duração: 50 minutos
Classificação: livre

PRÊMIOS

*PROAC da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo – Produção de Espetáculo Inédito e Temporada de Dança.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

27 de abril de 2013/ Metrô Trianon Masp/ São Paulo – SP – Brasil.

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RELEASE

Com o espetáculo In-corpo-r-ações a Cia Mariana Muniz de Teatro e Dança dá continuidade à pesquisa de linguagem em arte/dança contemporânea inspirada pelos caminhos trilhados pelo artista plástico brasileiro Hélio Oiticica.
A dança acontece sob a ótica da trilogia realizada pelo artista carioca: Parangolés (2007), resultado do cruzamento do conceito parangolé com a dança contemporânea: Nucleares (2008) e Penetráveis (2011). Uma pesquisa que aponta para novas regiões do fazer artístico e se mantém conectada à ideia de “experimentar o experimental”, discutindo e relendo os códigos de dança e questionando a nossa relação com as dinâmicas e atitudes corporais estabelecidas.
A Cia acredita que a dança é um modo de produção de conhecimento e parte de uma pesquisa intrinsecamente construtivista, voltada para a autonomia das formas e a construção de sentidos para integração em uma nova totalidade.

FICHA TÉCNICA

Concepção, Direção e Coreografia: Mariana Muniz I Assistência de Direção e Cenografia: Cláudio Gimenez I Criadores-intérpretes: Amanda Correa, Bárbara Faustino, Danielli Mendes, Gilberto Rodrigues, Tatiana Saltini e Viviane Fontes I Estagiária: Maike Rinne I Música Original: Ricardo Severo I Iluminação: Ricardo Bueno I Figurino: Tânia Marcondes I Produção Executiva: Cria da Casa Art Productions (Cybelle Young e Priscila Wille)
Duração: 45 minutos
Classificação: livre

PRÊMIOS

*Funarte Artes Cênicas na Rua.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

26 de abril de 2013/ Praça Oswaldo Cruz/ São Paulo – SP – Brasil.

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RELEASE

2 Mundos é um projeto de dança/teatro inspirado no universo da cultura surda, fruto de Investigações da bailarina e atriz Mariana Muniz – responsável pela Cia. Mariana Muniz de Teatro e Dança –, e que dá continuidade à pesquisa da Cia. sobre as intersecções entre dança e teatro, movimento e palavra, poesia e dança, numa exploração radical da comunicação através do corpo/voz”. A gramática da Libras em dança com a gramática do corpo, na sintaxe poética do movimento: um belíssimo trabalho que explora a ‘potência expressiva do gesto’, para públicos surdos e ouvintes.

FICHA TÉCNICA

Supervisão Geral: Eduardo Tolentino de Araújo i Concepção, Interpretação e Dramaturgia: Mariana Muniz I Direção: Cláudio Gimenez I Assessoria Técnica em Libras e Imagens projetadas: Carlos Avelino de Arruda Camargo I Música Original: Ricardo Severo I Figurino: Tânia Marcondes I Iluminação: Ricardo Bueno I Estagiárias: Tatiana Saltini e Luzia Bugno I Produção: Cria Da Casa Art Productions (Cybelle Young e Priscila Wille)
Duração: 60 minutos
Classificação: livre

PRÊMIOS

*PROAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado – Produção de Espetáculo Inédito e Temporada de Dança.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

28 de agosto de 2011/ Teatro Municipal de Suzano/ Suzano – SP – Brasil.

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RELEASE

inspirado no milenar ‘I Ching’. Ao reinterpretar esse oráculo chinês (utilizado como meio de auto-conhecimento desde o século VI A.C.) por meio de elementos coreográficos e cênicos, aquilo que se expressa sob a forma de metáfora ganha materialidade e adquire um significado contemporâneo. Ao atualizar o “Livro das Mutações”, o trabalho renova o patrimônio simbólico e cultural dessa obra, e sua importância para a criação de pontes entre o Oriente e o Ocidente.

FICHA TÉCNICA

Criação, Concepção e Interpretação: Carmen Gomide I Direção Artística: Mariana Muniz I Música Original: Livio Tragtenberg I Figurino: Tânia Marcondes I Cenografia: Júlio Dojcsar I Iluminação: Silviana Ticher I Produção: Cristiane Klein (Dionísio Produção)
Duração: 50 minutos
Classificação: 14 anos

PRÊMIOS

*ProAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado – Produção de Espetáculo Inédito e Temporada de Dança.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

13 de setmebro de 2011/ Galpão de Artes de Suzano/ Suzano – SP – Brasil.

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RELEASE

Livremente inspirado na obra “La invención de Morel”, do escritor argentino Adolfo Bioy Casares, o espetáculo trata do eterno dilema de como se aproximar de alguém. Ou tão somente de si mesmo. Seja como for, qualquer abordagem exige ação, bravura, coordenação e uma ideia que venha a calhar – uma tática de guerrilha ou, pelo menos, um conjunto de manobras eficientes

FICHA TÉCNICA

Interpretação e criação: Silvia Geraldi | Direção: Mariana Muniz | Trilha sonora: Felipe Julián Goldfarb | Figurino: Tânia Marcondes | Concepção cenográfica: Silvia Geraldi e Mariana Muniz | Cenotécnico: Júlio Dojcsar | Iluminação: André Boll | Operador de som: Silvia RazuK| Produção: Talita Bretas
Duração: 55 minutos
Classificação: livre

PRÊMIOS

*PROAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado – Produção de EspetáculoInédito e Temporada de Dança.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

07 a 10 de julho de 2011/ Galeria Olido/ São Paulo – SP – Brasil.

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RELEASE

É um projeto inspirado no trabalho do artista plástico tropicalista Hélio Oiticica e aponta para novas regiões do fazer artístico. Ocupamos a rua com os Nucleares para chegar a um espaço plástico, revitalizado e orgânico, cuja premissa essencial é a criação de novas condições de experiência do real e de modos de estar no mundo.
Continuação do projeto iniciado pela Cia. Mariana Muniz de Teatro e Dança com trabalhos inspirados no artista Hélio Oiticica, este trabalho, criado e montado em 2008/9, retorna à cena, completamente revisto e revigorado pelo contato com o espaço urbano.

FICHA TÉCNICA

Concepção e direção coreográfica: Mariana Muniz I Assistência, Cenografia e Fotografias: Cláudio Gimenez I Criadores-intérpretes: Amanda Correa, Bárbara Faustino, Danielli Mendes, Gilberto Rodrigues e Viviane Fontes I Textos (off): Hélio Oiticica I Voz: Mariana Muniz I Estagiárias: Luzia Bugno, Marina Salomon e Tatiana Saltini I Música Original: Ricardo Severo I Figurinos: Tânia Marcondes I Iluminação: Ricardo Bueno I Produção: Cria da Casa Art Productions (Cybelle Young e Priscila Wille)
Duração: 40 minutos
Classificação: livre

PRÊMIOS

*PROAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado – Produção de Espetáculo Inédito e Temporada de Dança.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

26 e 26 de junho de 2011/ Parque da Juventude/ São Paulo – SP – Brasil.

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RELEASE

Em Penetráveis, a dança acontece sob a ótica das obras de mesmo nome do artista Hélio Oiticica, partindo de uma pesquisa intrinsecamente construtivista, voltada para a autonomia da forma e para sua integração em uma nova totalidade, criando novas condições de experiência do real e de modos de estar no mundo.

FICHA TÉCNICA

Concepção e Direção: Mariana Muniz I Assistente de Direção: Cláudio Gimenez I Intérpretes: Amanda Correa, Bárbara Faustino, Danielli Mendes, Gilberto Rodrigues, Mariana Muniz e Viviane Fontes I Iluminação: Ricardo Bueno I Música Composta: Ricardo Severo e LoopB I Figurino: Tânia Marcondes I Produção Executiva: Cria da Casa Art Productions (Cybelle Young e Priscila Wille)
Duração: 40 minutos
Classificação: livre

PRÊMIOS

*8ª Edição do Programa Municipal Fomento à Dança da Cidade de São Paulo.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

05 e 06 de fevereiro de 2010/ Parque da Juventude/ São Paulo – SP – Brasil..

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RELEASE

É um projeto de dança que pretende resgatar os procedimentos criativos e poéticos de trabalhos solos de Mariana Muniz, criadora-intérprete com uma trajetória reconhecida no cenário da dança contemporânea brasileira.
É uma releitura e recriação de três destes projetos: Dantea, Túfuns e Rimas no Corpo; solos realizados pela criadora e intérprete, desde os anos 90 até hoje.
Trata-se de uma investigação criativa dos procedimentos adotados para concretização destes solos a partir de um mergulho nos temas e principais elementos impulsionadores destes trabalhos. O trabalho será realizado pelos integrantes femininos de sua companhia e sob a sua direção coreográfica.

FICHA TÉCNICA

Concepção e Direção Coreográfica: Mariana Muniz I Assistência de Direção e Cenografia: Cláudio Gimenez I Criadores-intérpretes: Bárbara Faustino, Danielli Mendes, Lau Vicente e Thalita Souza I Trilha sonora: Ricardo Severo I Figurinos: Tânia Marcondes I Aderecista: William Gama I Iluminação: Ricardo Bueno I Produção: José Renato F. de Almeida
Duração: 50 minutos
Classificação: livre

PRÊMIOS

*PROAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado – Produção de Espetáculo Inédito e Temporada de Dança.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

28 de maio de 2010/ Centro Recreativo Taquaritubense/ Taquarituba – SP – Brasil.

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RELEASE

Estruturado em quatro monólogos, o denso drama de Brian Friel centra-se em pessoas que repassam fatos. Walter Breda, Mariana Muniz e Rubens Caribé interpretam, respectivamente, um curandeiro, sua mulher e um agente artístico. O trio leva a cidades e lugarejos números que transitam entre o teatro e o sobrenatural. Em sutil direção, Domingos Nunez extrai o melhor dos atores.

FICHA TÉCNICA

Grupo: Cia. Ludens I Autor: Brian Friel I Tradução e Direção: Domingos Nunez I Colaboração em Português: Julio Cesar Pompeo I Elenco: Mariana Muniz (Grace), Rubens Caribé (Teddy) e Walter Breda (Frank) I Cenografia: Cia Ludens I Figurinos: Chico Cardoso I Iluminação: Aline Santini I Trilha Sonora Original: Ricardo Severo I Operação de Som e Luz: Luz López I Produtora Associada: Beatriz Kopschitz Bastos I Direção de Produção: Julio Cesar Pompeo
Duração: 100 minutos
Classificação: 14 Anos

PRÊMIOS

*Indicação ao Prêmio SHELL 2009 como Melhor Atriz.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

18 de setembro a 01 de novembro de 2009/ Centro Cultural São Paulo/ São Paulo – SP – Brasil.

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RELEASE

Ancorados pela idéia de “Experimentar o experimental”,a Cia. Mariana Muniz continua sua trajetória de pesquisa cênica, comprometida com o hibridismo de linguagens na arte, propondo-se aprofundar a exploração dos limites entre questões cênicas, coreográficas, dramatúrgicas, visuais e performáticas.

Em Nucleares (2008/09) e Parangolés (2007/08), mais do que a criação de um produto cênico – com referência no trabalho do artista plástico brasileiro, Hélio Oiticica –, o que nos interessa é a discussão sobre as diferentes “tonalidades”, as corporeidades que podem surgir de uma liberdade de investigação que está na própria gênese da obra do artista carioca. .

FICHA TÉCNICA

Concepção, Direção e Coreografia: Mariana Muniz I Assistência de Direção e Cenografia: Cláudio Gimenez I Criadores-intérpretes: Bárbara Faustino, Danielli Mendes, Thais Ushirobira, Thalita Souza, Ronaldo Silva I Participação especial: Mariana Muniz I Trilha sonora: Ricardo Severo I Iluminação: Celso Marques I Figurinos: Tânia Marcondes I Aprendizes: Lisane, Murilo de Paula, Natacha Takahashi e Vanessa Gomsant I Professores Convidados: Carlos Avelino de Arruda Camargo, Toninho Macedo, Frederico Santiago e Karen Müller l Produção Executiva: José Renato F. de Almeida
Duração: 40 minutos
Classificação: livre

PRÊMIOS

*5º Edição do Programa Municipal Fomento à Dança da cidade de São Paulo.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

9 a 13 de setembro/ Centro Cultural São Paulo/ São Paulo – SP – Brasil.

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RELEASE

Speranza, Dona Esperança! dá continuidade ao processo de criação e encenação, parte das comemorações dos 80 anos da bailarina Ruth Rachou, sob a direção de José Possi Neto. É uma releitura da personagem Dona Esperança, criação de Ruth Rachou e Possi Neto, para o espetáculo “Sonho de Valsa”, de 1979. Dona Esperança é interpretada por Mariana Muniz, atriz, bailarina e coreógrafa. Trata de uma dona de casa, uma criada talvez, presa no seu limitado e pobre mundo doméstico e solitário. O que vai diferenciá-la de um ser ordinário é seu universo onírico. Sonhando, ela se descobre dona de uma subjetividade passível de uma grande transformação interior.

FICHA TÉCNICA

Direção: José Possi Neto I Criação e Interpretação: Mariana Muniz I Assistente de Direção: Cláudio Gimenez I Figurino: Fábio Namatame I Cenografia: José Posssi Neto I Trilha sonora: Ricardo Severo I Iluminação: Ricardo Bueno e Possi Neto I Produção Executiva: Cria da Casa Art Productions (Cybelle Young e Priscila Wille)
Duração: 45 minutos
Classificação: livre

PRÊMIOS

*Premio Funarte de Dança Klauss Vianna.
*PROAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado – Produção de Espetáculo Inédito e Temporada de Dança.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

23 e 24 de julho de 2009/ SESC Ipiranga/ São Paulo – SP – Brasil.

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RELEASE

O espetáculo é resultado do cruzamento do conceito parangolé, da obra do artista plástico Hélio Oiticica com a dança contemporânea. É um projeto que dá continuidade à pesquisa que a Cia. desenvolve, desde 2000, sobre as relações entre palavra e movimento, poesia e dança contemporânea, e aprofunda o contato com mais um objeto de pesquisa – o samba.

FICHA TÉCNICA

Concepção e Direção: Mariana Muniz I Assistente de Direção: Cláudio Gimenez I Intérpretes: Barbara Faustino, Danielli Mendes, Mariana Muniz, Ronaldo Silva, Thalita Souza e Thais Ushirobira I Iluminação: Ricardo Bueno I Música: Celso Nascimento e Ricardo Severo I Figurino: Tânia Marcondes I Professores convidados: Acácio Ribeiro, Carlos Avelino de Arruda Camargo, Toninho Macedo e Valéria Cano Bravi I Produção Executiva: José Renato F.de Almeida
Duração: 40 minutos
Classificação: livre

PRÊMIOS

*2ª Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança da cidade de São Paulo.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

26 de junho a 6 de julho de 2008/ Galeria Olido/ São Paulo – SP – Brasil.

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RELEASE

Mariana Muniz fez parte do elenco para o Programa de teledramaturgia Direções, realizado pela TV Cultura em parceria com o SescTV, com as peças: “O Fingidor” inspirada na vida do poeta Fernando Pessoa e “O Telescópio” que se passa nos anos 50 e apresenta a aristocracia rural decadente.

FICHA TÉCNICA

Título:  O Fingidor I Direção: Samir Yazbek I Dramaturgia:  Samir Yazbek I Elenco: Helio Cícero, Mariana Muniz, Douglas Simon, Antônio Duran, Álvaro Motta, Edgar Castro, Eduardo Semerjian, Marcelo Diaz e Rubia Reame I Cenografia: Gert Seewald I Assistente de cenografia:  Bruno Anselmo I Estagiários de cenografia: Paloma Pezuti e Nelio Zeferino I Realização:  TV Cultura e SESC
Título:  O Telescópio I Direção: Eduardo Tolentino de Araújo I Elenco: Norival Rizzo, Mariana Muniz, Carô Parra, Fernanda Viacava, Sandra Corveloni, Bruno Perillo e Leandro Siqueira I Participações especiais: Maria do Carmo Soares, Riba Carlovich e Sérgio Mastropasqua I Realização:  TV Cultura e SESC

DATA E LOCAL DE ESTREIA

Maio de 2008/ TV Cultura/ São Paulo – SP – Brasil.

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RELEASE

Investiga o papel do erotismo nas relações humanas. O espetáculo é inspirado na obra do artista britânico Lucian Freud, que revela uma visão diferente do erotismo, sem mascará-lo, interpretando-o de várias maneiras que não apenas a estética. Sua pintura reflete a figura humana e sua essência: o corpo nu, despojado, solitário, do nascimento à morte.

FICHA TÉCNICA

Concepção, Criação, Interpretação: Carmen Gomide I Concepção de Figurino, Iluminação e Co-produção: Carmen Gomide I Direção: Mariana Muniz I Operação da Grua: Ronaldo Silva I Operação de Luz: Celso Marques I Operação do Som: Fernando Mastrocolla I Trilha Sonora: Livio Tragtenberg I Vídeo: Wiland Pinsdorf I Produção: José Renato F. Almeida. Duração: 50 minutos Classificação: 12 anos

PRÊMIOS

*11º Festival Cultura Inglesa.
*3ª Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança da cidade de São Paulo.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

18 a 20 de maio de 2007/ Teatro Cultura Inglesa/ São Paulo – SP – Brasil.

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RELEASE

A desconstrução é marca do espetáculo que o Corpo de Baile Jovem da Escola Municipal de Bailados apresenta. Em Lagos, uma releitura do consagrado Lago dos Cisnes, bailarinas de formação clássica interpretam movimentos de linguagem contemporânea.

FICHA TÉCNICA

Grupo: Corpo de Baile Jovem da Escola Municipal de Bailados I Coreografia: Mariana Muniz I Assistente de Coreografia: Barbara Faustino I Figurinos: Tânia Marcondes e Madalena Machado
Duração: 40 minutos
Classificação: livre

DATA E LOCAL DE ESTREIA

22 e 23 de setembro de 2007/ Theatro Municipal de São Paulo/ São Paulo – SP – Brasil.

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RELEASE

O espetáculo procura uma relação de proximidade com o público: ou melhor, procura ampliar as intensidades da percepção, para inventar nova proximidade.

FICHA TÉCNICA

Grupo: Cia. 2 do Balé da Cidade de São Paulo I Direção cênica: Mariana Muniz I Assistência de Direção: Lilia Shaw I Elenco: Aguinaldo Bueno, Andréa Maia, Armando Aurich, Cláudia Palma, Lilia Shaw, Mara Mesquita e Raymundo Costa I Trilha Sonora: Celso Nascimento I Consultoria de Figurinos: Tânia Marcondes I Iluminação: Celso Marques I Ambientação Cênica: Cláudio Gimenez
Duração: 40 minutos
Classificação: livre

DATA E LOCAL DE ESTREIA

23 e 28 de novembro de 2007/ Theatro Municipal de São Paulo/ São Paulo – SP – Brasil.

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RELEASE

É um projeto de dança fundamentado nos sentidos da palavra reflexo e no conto de Guimarães Rosa “O Espelho”. Questões são levantadas e vivenciadas no corpo, a partir de idéias de movimento relacionadas com o campo de significações da palavra reflexo e das imagens literárias de Guimarães, ao narrar o caminho de alguém em busca de seu rosto detrás das máscaras que o recobrem. Este espetáculo reúne duas criadoras intérpretes de reconhecida e premiada trajetória no cenário da dança contemporânea: Cláudia Palma e Mariana Muniz

FICHA TÉCNICA

Direção: Mariana Muniz I Intérpretes-criadoras: Mariana Muniz e Cláudia Palma I Iluminação: André Boll e Celso Marques (adaptação) I Música: Ricardo Severo I Figurino: Mariana Muniz, Cláudia Palma e Tânia Marcondes (assessoria) I Imagens: Aline Bonamin e Mariana Sucupira
Duração: 35 minutos
Classificação: livre

PRÊMIOS

*Prêmio Dança em Pauta do CCBB _ Centro Cultural Banco do Brasil.
*Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte ( APCA) de Melhor Iluminação.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

02 e 03 de setembro de 2006/ CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil/ São Paulo – SP – Brasil.

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Foi inspirado nas muitas transformações que palavra sofreu a longo do tempo. Na antiguidade a palavra era concebida como o ato de voltar e experimentar o já vivido, ou de tornar novo o conhecido. Com o tempo, o sentido se reduziu, restringido o significado da palavra ao ato de rebelião ou insubmissão.

FICHA TÉCNICA

Concepção, Criação, Interpretação e Figurino: Carmen Gomide I Direção: Mariana Muniz I Poema: Alice Ruiz I Visagismo: Tania Marcondes / Trilha Sonora: José Luiz Martinez I Execução Música ao vivo: Quarteto de Cordas Nóbilis e percussionista Joaquim Abreu I Projeto de Luz: André Boll I Operação de Luz: Silviane Ticher I Produção: José Renato Fonseca de Almeida
Duração: 40 minutos
Classificação: 12 anos

PRÊMIOS

*Premio Funarte de Dança Klauss Vianna.
*Caravana Funarte Petrobrás de Circulação Nacional.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

21 a 24 de setembro de 2006/ Galeria Olido/ São Paulo – SP – Brasil.

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Trabalha com a poética do movimento urbano através da dança e da poesia de Arnaldo Antunes. As ações corporais e vocais se entrelaçam, numa construção cênica que se caracteriza por uma estrutura feita de inserções, colagem e interrupções, relacionadas com as sonoridades poéticas.
Inspira-se nos movimentos urbanos e faz referência à agressividade da cidade em contraponto com a delicadeza de uma flor.

FICHA TÉCNICA

Concepção e Direção: Mariana Muniz e Cláudio Gimenez I Interpretação: Mariana Muniz I Adereços e Figurino: Mariana Muniz e Cláudio Gimenez I Trilha Sonora: Mariana Muniz e Cláudio Gimenez
Duração: 40 minutos
Classificação: livre

PRÊMIOS

*PAC - Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo.
*Prêmio Caravana da Funarte.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

30 de junho de 2004/ Centro Cultural São Paulo/ São Paulo – SP – Brasil.

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O espetáculo nasce a partir das imagens corporais carregadas de memória e repletas de sons e silêncio da intérprete-criadora. Investiga questões relacionadas com o amor e morte, trazendo uma carga expressiva capaz de acordar no corpo memória de "Um Outro Corpo" - talvez mais sensível e desperto para a realidade simbólica do mundo interior.

FICHA TÉCNICA

Direção: Mariana Muniz I Criadora-Intérprete: Claudia Palma I Cenografia: Claudia Palma e Mariana Muniz I Figurino: Claudia Palma I Desenho de Luz: André Boll I Concepção de trilha Sonora: Claudia Palma e Mariana Muniz
Duração: 20 minutos
Classificação: 14anos

PRÊMIOS

*Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte ( APCA) de Melhor Iniciativa para o projeto “Solo em Questão”.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

04 de dezembro de 2004/ SESC Ipiranga/ São Paulo – SP – Brasil.

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Fausto, de Goethe, é um dos livros mais conhecidos da literatura alemã. A história narra uma aposta entre Deus e Mephistópheles, o Diabo, para arrebatar a alma de um homem, o Fausto. Mephistópheles lhe oferece uma vida de luxo e devassidão e acaba conquistando sua alma. Daí o termo “faustoso” para denotar uma vida de prazeres. E Fausto nunca se sacia.
Abujamra limita a trama a três personagens do livro. Selma Egrei vive Fausto e Mariana Muniz faz Margarida, a moça que é conquistada pelo devasso. A relação dramática entre eles é entrecortada pelas observações de Mephistópheles, carregadas de ironia e crueldade. Assim, o Diabo diverte, cria empatia, mas deixa a relação entre Fausto e Margarida quase infantil, desinflando o tormento de Fausto que, apesar dos prazeres, nunca se sente contente e sofre por isso (Cristian Avello Cancino para Revista Istoé, 12 mai. 2003).

FICHA TÉCNICA

Autor: Johann Wolfgang Ghoete I Adaptação: Antônio Abujamra I Direção: Antônio Abujamra e Hugo Rodas I Assistência de Direção: Antônio Ghigonetto e André Corrêa I Elenco: Antônio Abujamra, Selma Egrei, Mariana Muniz I Cenário: Antônio Abujamra e Hugo Rodas I Telão Noite das Orgias: Cuca Petit I Iluminação: Wagner Freire I Assistente de Iluminação: Antônio Abujamra e Hugo Rodas I Assessoria: Márcio Gallacci I Música: André Abujamra I Figurinos: Leopoldo Pacheco e Fábio Namatame I Maquiagem: Beto França I Produção Executiva: Mário Sílvio I Administração: Daria Pereira I Coordenação de Projeto: Fábio Ferreira
Duração: 75 minutos
Classificação: 12 anos

DATA E LOCAL DE ESTREIA

01 a 04 de maio de 2003 / Teatro Popular do Sesi / São Paulo – SP – Brasil.

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A peça anti-bélica Mãe Coragem, de Bertolt Brecht, foi escrita em 1938, às vésperas da Segunda Guerra Mundial.
A peça anti-bélica acontece durante a Guerra dos 30 Anos (1618-4648), na Europa. Nesse grande conflito do velho continente, enfrentaram-se católicos e protestantes.Na trama de Bertolt Brecht, a vendedora ambulante Ana Fierling segue exércitos com sua carroça. Acompanhada dos três filhos: Eilif, Queijinho e Kattrin, ela ganha a vida vendendo comida, bebida e roupas para soldados e oficiais.
Ao longo do caminho, Ana, apelidada Mãe Coragem, vê um filho ser recrutado e o outro transformar-ser em tesoureiro de um regimento. Fica apenas com a filha, que é muda.
É por meio dessa figura épica que Bertolt Brecht mostra o pesado preço cobrado a quem vive de guerra.

FICHA TÉCNICA

Grupo: Companhia de Arte Degenerada I Autoria: Bertolt Brecht I Adaptação: Alberto Guzik, Maria Alice Vergueiro e Sérgio Ferrara  I Direção: Sérgio Ferrara I Dramaturgia: Alberto Guzik, Maria Alice Vergueiro e Sérgio Ferrara I Elenco: José Rubens Chacha, Luciano Chirolli, Maria Alice Vergueiro, Mariana Muniz e Rubens Caribé I Figurino: Leopoldo Pacheco e Marco Lima 
Duração: 90 minutos
Classificação: 12 anos

DATA E LOCAL DE ESTREIA

23 e 24 de março de 2002/ 11º Festival de Curitiba de Teatro/ Curitiba – PR – Brasil.

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“Mover-se” quer dançar uma realidade que nasce do corpo em contato com as linguagens da memória dançante dos intérpretes.
'Mover-se' cria-se a partir da relação com a imobilidade de um tronco de madeira, dialogando com os vários corpos em que a dança pode transformar um corpo.

FICHA TÉCNICA

Concepção e Direção: Mariana Muniz e Cláudio Gimenez I Interpretação: Mariana Muniz e Cláudio Gimenez I Trilha Sonora: Marcelo Petraglia I Iluminação: Celso Marques I Cenário e Figurino: Fábio Namatame I Texto: Mônica Dantas e Kazuo Ohno
Duração: 35 minutos
Classificação: livre

PRÊMIOS

*Prêmio Dança em Pauta do CCBB _ Centro Cultural Banco do Brasil.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

03 de abril de 2002/ CCBB – Centro Cultural do Banco do Brasil/ São Paulo – SP – Brasil.

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É um projeto de Dança-Teatro, inspirado nas tentativas do poeta maranhense, Ferreira Gullar (1930), de encontrar uma linguagem o mais próximo possível da experiência sensorial do mundo. Trata-se de uma composição cênica a partir de material poético, idéias e impressões de sensações do poeta Ferreira Gullar.A palavra Túfuns faz parte do poema em prosa O Inferno que integra o livro A Luta Corporal, publicado em 1954, onde o autor leva ao extremo a sua declaração de impasse no trabalho com a linguagem ao declarar: minha linguagem é a representação / duma discórdia / entre o que quero e a resistência do corpo.

FICHA TÉCNICA

Interpretação e Idealização: Mariana Muniz I Direção: Mariana Muniz e Cláudio Gimenez I Criação Musical: Denise Garcia I Trilha Musical: Túnica e Aline Meyer I Voz (off): Rubens Caribé I Criação de Luz: Marcos Castilha e Celso Marques (adaptação) I Re-criação de Luz: Ricardo Bueno I Figurino: Fábio Namatame
Duração: 35 minutos
Classificação: livre

PRÊMIOS

*Prêmio Itaú Rumos da Dança.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

11 de fevereiro de 2001/ Itaú Cultural/ São Paulo – SP – Brasil.

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 O espetáculo resgata a personalidade do poeta e sua relação com o meio em que vivia, mostrando também a ligação do autor com seus personagens, os heterônimos mais conhecidos (Alberto Caieiro, Àlvaro de Campos e Ricardo Reis). Ao desvendar o íntimo de Fernando Pessoa, Yasbek mostra cenas divertidas e bem-humoradas, que revelam outras facetas da personalidade do poeta, humanizando pelas próprias ações e não apenas pela sua poesia.

FICHA TÉCNICA

Autoria e Direção: Samir Yazbek I Dramaturgia: Maucir Campanholi I Assistente de Direção: Odara Carvalho I Cenografia: Marisa Rebolo I Figurino: Elena Toscano I Iluminação: Wagner Pinto I Trilha sonora: Raul Teixeira I Coreografia: Dani Hu I Elenco: André Côrrea, Álvaro Augusto, Eduardo Semerjian, Genézio de Barros, Helio Cicero, Marcelo Dias, Mariana Muniz, Rejane Kasting Arruda e Sérgio Carrera I Produção: Cristina Sato, Kalid Sarhan e Lenine Tavares
Duração: 75 minutos
Classificação: 12 anos

PRÊMIOS

*Prêmio Shell de Melhor Autor.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

20 de agosto de 1999/ Teatro Faap/ São Paulo – SP – Brasil.

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O musical Alma de Todos os Tempos é uma viagem ao mundo da contracultura que marcou os anos 60 e 70. Nessa epopéia mística, o que se oferece é fraternidade. A peça propõe um reino livre, sem discórdias. Um reino de paz e amor, onde Leão encarna um Jesus Cristo que recita palavras de ordem e trechos da Bíblia e brada pelos excluídos, em meio a conhecidas baladas de rock e composições da própria banda

FICHA TÉCNICA

Direção: Gabriel Villela I Montagem: Gabriel Villela e Eriberto Leão I Coreografia: Mariana Muniz I Cantora: Nábia Villela I Elenco: Eriberto Leão
Duração: 60 minutos
Classificação: 12 anos

DATA E LOCAL DE ESTREIA

09 de setembro a 05 de dezembro de 1999/ Tetro Ruth Escobar/ São Paulo – SP – Brasil.

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RELEASE

É um espetáculo que reúne teatro e dança e tem como foco principal a poetisa portuguesa Florbela Espanca (1894-1930).
Alguns sonetos e trechos do Diário do Último Ano servem de alicerce para a elaboração do texto do espetáculo, que propõe um mergulho no lado luminoso dessa poetisa cuja vida, que embora trágica, encantou a todos os que entraram em contato com a sua obra.

FICHA TÉCNICA

Interpretação e Idealização: Mariana Muniz I Direção: Cláudio Gimenez I Criação Musical: Denise Garcia I Criação Original de Luz: Guilherme Bonfante e Celso Marques (adaptação) I Operação e re-criação de Luz: Ricardo Bueno I Voz (off): Rubens Caribé I Figurino: Fábio Namatame
Duração: 40 minutos
Classificação: livre

PRÊMIOS

*Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de Melhor Intérprete em Dança.
*Prêmio Estímulo à Dança da Prefeitura de São Paulo.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

11 a 19 de dezembro de 1999/ Teatro Ágora/ São Paulo – SP – Brasil.

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Hamlet possui traços que vasculham a alma humana, expondo nossas fraquezas e nossa multiplicidade psicológica. Alimentado pelo desejo de vingar a morde do pai por envenenamento, o jovem Hamlet planeja matar o padrasto e trama um ato de astúcia, revelando múltiplas faces de sua personalidade.

FICHA TÉCNICA

Autoria: William Shakespeare I Tradução e Adaptação: Marcos Daud I Dramaturgia: Marcos Daud I Direção: Ulysses Cruz I Assistente de Direção: Alfredo Aguiar I Elenco: Bartholomeu de Haro, Ernani Moraes, Helio Cicero, Julia Feldens, Marcelo Decária, Marco Ricca, Marcos Daud, Marcos Suchara, Mariana Muniz, Milhem Cortaz, Nicolas Trevijano, Plínio Soares e Rubens Caribé I Direção de cena: Edinho Rodrigues I Cenografia: Ciro Menna Barreto e Ulysses Cruz I Adereço: Fernando Leite I Figurino: Elena Toscano e Fernando Leite I Costureira: Benedita Calistro I Iluminação: Domingos Quintiliano I Assistente de Iluminação: Edinho Rodrigues I Operação de luz: Caiado Borsoi I Direção musical: Eduardo Queiroz I Música: Cláudia Brandão, Eduardo Queiroz, Laura Mac-Knight e Marcelo Lima I Operação de som: Marcos Frade I Coreografia: Ricardo Rizzo I Produção: Boi Voador, Marco Ricca e Paulo Plagus I Produção executiva: Luis Cesar Pinho e Regina Rosa I Assistente de produção: Jasco e Rogério Cesar 
Duração: 90 minutos
Classificação: 12 anos

PRÊMIOS

*Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte ( APCA) de Melhor Iluminação.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

16 de agosto a 18 de outubro de 1997/ Teatro Sérgio Cardoso/ São Paulo – SP – Brasil.

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Escrita em 1608, "Péricles" está entre as últimas produções do dramaturgo, de caráter predominantemente romântico. Recheada de desencontros, a história do príncipe de Tiro, separado da mulher e da filha recém-nascida após uma tempestade em alto-mar, seria o enredo de uma telenovela das oito, se Shakespeare vivesse hoje.
O espetáculo abriu a temporada 95 do Projeto de Artes Cênicas do Teatro Popular do Sesi. Com a encenação desse clássico de Willian Shakespeare, na visão modernizadora do diretor Ulysses Cruz, as endidades da indústria dão sequência à sua participação na atividade cultural do Estado de São Paulo, que vai bem além do puro e simples patrocíneo financeiro.

FICHA TÉCNICA

Autoria: William Shakespeare I Direção: Ulysses Cruz I Elenco: Cláudia Mello, Cleyde Yáconis, Gésio Amadeu, Leonardo Brício e Mariana Muniz I Cenário e Figurino: Hélio Eichbauer I Iluminação: Domingos Quintiliano I Adaptação Dramatúrgica: Walderez Cardoso Gomes I Idealização e Direção Musical: John Boudler I Dança: Mariana Muniz I Artes Marciais: Dany Hu e Ricardo Rizzo.
Duração: 40 minutos
Classificação: Livre

DATA E LOCAL DE ESTREIA

20 a 23 de abril de 1995/ Teatro Popular do Sesi/ São Paulo – SP – Brasil.

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A Ultima Carta é a primeira obra teatral de Nicolas Martin, autor francês radicado no Brasil: resultante extraordinariamente viva do encontro de duas culturas que, tanto na linguagem como na própria situação dramática, geram um ato conflitante cuja tônica é a ambigüidade.
Num panorama extremamente sombrio de autores como o do teatro brasileiro, Nicolas Martin se impõe com o texto cujos valores transcendem à simples casualidade de uma boa peça: a temática, o jogo caleidoscópico de antisituações paralelas sustentadas pela elegância dos diálogos, fazem prever e esperar novas obras suas.

FICHA TÉCNICA

Autoria: Nicola Martin I Tradução: Edla van Steen I Direção, Cenário, Figurino e Iluminação: Gianni Ratto I Elenco: Lara Córdula, Mariana Muniz e Oswaldo Boaretto I Produção Executiva: Beti Antunes
Duração: 90 minutos
Classificação: 12 anos

DATA E LOCAL DE ESTREIA

16 de março de 1994/ Centro Cultural São Paulo/ São Paulo – SP – Brasil.

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O espetáculo trata de uma convidativa “viagem” ao contexto cético e agressivo do poeta e dramaturgo inglês Oscar Wilde. Inspirado no conto “Príncipe Feliz” de Oscar Wilde, que foi lançado há cem anos, o texto resgada sentimentos e sensibilidades que não envelhece, pelo contrário, são sempre atuais.
O grupo problematiza a respeito da afirmação de Oscar Wilde: “O Maior Mistério no mundo ainda é a miséria...” e do amor e a generosidade entre uma estátua e uma andorinha migratória, que fazem do seu encontro um ritual de desprendimento. E esse ritual é circundado por mistérios musicais, de dança e de cores, recriados por anjos ou seres intermediários entre o céu e a terra, entre o passado, o presente e o futuro.

FICHA TÉCNICA

Grupo: Teatro Ventoforte I Autoria: Oscar Wilde I Adaptação e Direção: Ilo Krugli I Figurino: Ana Maria Carvalho I Iluminação: Roberto Pereira de Melo I Elenco: Ilo Krugli, João Poletto, Mariana Muniz, Paulo da Rosa e Renato de Freitas Vidal I Direção musical: João Poletto I Coreografia: Mariana Muniz I Produção: Teatro Ventoforte
Duração: 90 minutos
Classificação: Livre

PRÊMIOS

*Prêmio Coca-Cola de Teatro Infanto-Juvenil de Circulação.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

11 de agosto de 1994/ Teatro Ventoforte/ São Paulo – SP – Brasil.

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Num momento de interiorização de tentativa de contato com o silêncio, vislumbrei a possibilidade de uma dança que dissesse da busca de alguém por mais inteireza, serenidade e felicidade; alguém que como um guerreiro, no sentido em que falam as Escrituras, caminhasse em direção a consciência de sua própria imortalidade. “Viagem Definitiva” considera o amor a substância capaz de levar o homem a fazer o mergulho nesse mundo desconhecido que é ele para si mesmo. Mostra, através de imagens poéticas como a de uma mulher que foi tocada por um raio de sol, que é possível abrir o coração para a luz, ampliando o espaço interno através do fazer, mantendo o gosto do desconhecido e o sentido de conquista do essencial em si mesmo.

FICHA TÉCNICA

Concepção e Direção: Mariana Muniz I Elenco: Ana Andrade, Carolina Li, Dafne Michellepis, Leila Garcia, Marize Paiva, Mariana Muniz, Marcelo Izal, Paulo Fabiano, Wanderley Piras I Cenário e Direção de Arte: Jader Marques Filho I Iluminação: Domingos Quintiliano I Músicas: André Abujamra I Trilha Sonora (adaptação): Mario Caribé I Figurinos: Marina Muniz e Jader Marques Filho I Objetos de Cena: Luís Rossi, Fábio Brando e Charles Lopes I Treinamento em Tai Ji Qi Gong: Jayme Kuk I Direção de Produção: Débora Torres I Assistente de Produção: Alexandre Montenegro I Produção Executiva: Lúcia Lee I Sonorização: Anna Ruth I Operador de Luz: Gaúcho I Maquiagem: Matheus Nachtergaele I Confecção dos Figurinos: Mônica Barbosa
Duração: 45 minutos
Classificação: Livre

DATA E LOCAL DE ESTREIA

07 de Julho de 1993/ Centro Cultural São Paulo/ São Paulo – SP – Brasil.

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RELEASE

Na adaptação do texto do espanhol e barroco Calderón de La Barca, o sonho é intrinsecamente ligado ao universo feminino. Na história de um príncipe encarcerado por seu pai numa torre por causa de uma profecia, a direção destaca a tragédia da liberdade.

FICHA TÉCNICA

Autor: Calderón de la Barca I Tradução: Renata Pollotini I Concepção, Direção e Cenografia: Gabriel VillelaI Elenco: Regina Duarte, Ileana Kwasinski, Mariana Muniz, Maria do Carmo Soares, Dirce Carvalho, Leticia Teixeira, Vera Mancini, Lara Córdula, Elaine Carvalho, Edna Aguiar, Luciana Mello, Jaqueline Momesso, Alexandre Patremostro, Angélica Leutwiller, Cristina Guiçá, Monica Barbosa e Renata Mattar I Figurino: Romero de Andrade Lima
Duração: 180 minutos
Classificação: Livre

PRÊMIOS

*Prêmio Shell de Melhor Cenografia.
*Prêmio Shell de Melhor Atriz.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

23 de outubro de 1991/ SESC Consolação – Teatro Anchieta / São Paulo – SP – Brasil.

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O espetáculo foi inspirado no delicioso livro de memórias escrito por Oswald de Andrade. “Sob as ordens da mamãe” mostra um Oswald que declama princípios estéticos e tiradas profundas, vergado sob o peso de um destino adverso.

FICHA TÉCNICA

Grupo: Cia. do Bexiga I Autor: Oswald de Andrade I Adaptação, Direção e Iluminação: Roberto Lima I Trilha Sonora: Cacá Soares I Elenco: Cacá Soares , Eliane Rossetto, Gustavo Engrácia, Mariana Muniz, Ricardo Pettine e Val Folly I Produção: Carolina Freitas
Duração: 75 minutos
Classificação: 12 anos

DATA E LOCAL DE ESTREIA

21 de fevereiro de 1991/ Teatro do Bixiga/ São Paulo – SP – Brasil.

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 Espetáculo concebido e coreografado por Mariana Muniz, inspirado nos ritmos do Maracatu. Dança-Teatro da “Dama do Passo”, figura central do Maracatu que, com suas cantigas extraídas da coletânea Danças Dramáticas do Brasil de Mário de Andrade, permeia toda a representação, motivando a aparição de figuras como a “Boneca-Calunga”, um elo de mediação entre o divino e o terreno e que em determinados momentos, parece ter seu rosto transportado para o da atriz e vice-versa. Paidiá é embalado por textos do poeta Paulo Leminski e de Machado de Assis.

FICHA TÉCNICA

Concepção, coreografia e interpretação: Mariana MunizI Supervisão Geral: Juca de Assis e Leila Garcia I Figurino: Leila Garcia  I Trilha Sonora: Cacá Soares I Iluminação: Guilherme Bonfanti
Duração: 35 minutos
Classificação: Livre

PRÊMIOS

*Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de Melhor Autora-Intérprete.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

02 de setembro de 1989/ Espaço de Dança Ruth Rachou/ São Paulo – SP – Brasil.

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RELEASE

A composição deste espetáculo partiu de uma série de Workshops em busca de um texto cênico ue não se traduz somente em palavras. A Arqueologia sintática proposta por Rosa também pressupõe uma coleção de estados de espírito, e esconde a cada linha um potencial muito rico para o teatro.
Não se trata de transpor a literatura:antes de mais nada, procuramos vivenciar praticamente as ideias e as formar do universo imaginário em questão. A dramaturgia do “CORPO DE BAILE” teve como simples função criar um espaço aberto de expressões.
Queríamos situar na cena a própria vida dos atores, sem aprisionar deterministicamente a sua interpretação. Queríamos ensaiar já o Teatro que faremos quando acabar o Apocalipse.

FICHA TÉCNICA

Autoria: Guimarães Rosa i Dramaturgia: Jayme Compri, Moacir Ferragi e Rene Birochi I Direção e Cenografia: Ulysses Cruz I Figurino: Domingos Fuschini I Iluminação: Domingos Quintiliano e Edvaldo Rodrigues I Direção musical: Edvaldo Rodrigues e Paulo Chiavegatti I Trilha sonora: André Abujamra I Coreografia: Mariana Muniz I Preparação de atores: Beth Lopes I Elenco: Adão Filho, Alexandre Borges, Charles Lopes, Cyda Moreno, Denise Courtouké, Domingos Fuschini, Domingos Quintiliano, Elena Andrade, Helio Cicero, Leal Baiolin, Letícia Teixeira, Mariana Muniz, Paulo Chiavegatti, Silvana Funchal e Wladimir Mafra I Produção: Boi Voador 
Duração: 75 minutos
Classificação: Livre

PRÊMIOS

*Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de Revelação como Coreógrafa.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

24 de março a 10 de abril de 1988 / Centro Cultural São Paulo/ São Paulo – SP – Brasil.

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RELEASE

O roteiro de Jorge Takla utiliza duas obras clássicas, “Hamlet” de Shakespeare e “A Gaivota” de Anton Tchekhov para través da simples justaposição de trechos promover uma reflexão pessoal sobre o fazer teatral no brasil. “Lago 21” é um espetáculo imperdível. Para quem sabe que só um banho nos clássicos dá vigor para se enfrentar os contemporâneos.

FICHA TÉCNICA

Autoria: Anton Tchekhov e William Shakespeare I Tradução: Millôr Fernandes e Tatiana Belinky I Adaptação, Direção, Cenografia e Figurino: Jorge Takla I Elenco: Elias Andreato, Mariana Muniz e Walderez de Barros I Trilha Sonora: Luís Gustavo Petri I Produção: Takla Produções Artísticas
Duração: 60 minutos
Classificação: 12 anos

PRÊMIOS

*Prêmio Mambembe de Atriz Coadjuvante.
*Prêmio Shell de Melhor Direção.
*Prêmio Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo (APETESP) de Melhor Trilha Sonora.
* Troféu Inacen de Melhor Espetáculo.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

30 de maio de 1988/ Teatro Procópio Ferreira/ São Paulo – Brasil.

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RELEASE

O espetáculo é uma ótima adaptação (C.A.Soffredini) de uma lenda japonesa que analisa o comportamento humano em profundidade: nossa tendência de querer abraçar o mundo, concomitantemente à aversão a renúncias de qualquer tipo, traços que nos tornam dispersivos a ponto de não distinguirmos o verdadeiramente importante do supérfulo e de só conseguirmos valorizar devidamente o que temos quando há a iminência de uma perda.

FICHA TÉCNICA

Grupo de Arte Ponkã I Texto: Carlos Alberto Soffredini I Encenação: Márcio Aurélio I Concepção Visual: Takashi Fukushima I Coreografia: Mariana Muniz I Trilha Sonora: Hector Gonzáles e Graciela de Leonardis I Figurino: Paulo de Morais I Elenco: Alice K., Carlos Barreto, Carlos Takeshi, Celina Fujii, Celso Saiki, Marcos Marcel, Paulo Garcia, Paulo Yutaka e Seme Lufti
Duração: 60 minutos
Classificação: 12 anos

PRÊMIOS

*Prêmio Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo (APETESP) de Melhor Coreografia.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

25 de março a 19 de julho de 1987/ Teatro Ruth Escobar/ São Paulo – Brasil.

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O espetáculo é uma montagem composta por pequenos esquetes, assinados por diversos autores, como Ionesco, Gerald Thomas e o próprio elenco. A unidade do conjunto advém da temática, com a crítica ao comportamento em sociedade, no poder ou no cotidiano.

FICHA TÉCNICA

Autoria: Eugène Ionesco, Gerald Thomas, J. M. Barrie, Lewis Carroll e Vladímir Maiakóvski I Roteiro: Ana Kfouri, Mariana Muniz e Rita Malot I Direção: Roberto Lage I Iluminação: Guilherme Bonfanti I Elenco: Ana Kfouri I Produção: Espaço Off
Duração: 50 minutos
Classificação: 12 anos

PRÊMIOS

*Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de Melhor Intérprete.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

20 de julho a 25 de agosto de 1987/Espaço Off/ São Paulo – SP – Brasil.

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 O espetáculo Nijinsky, interpretado pelo bailarino J.C. Violla, retrata que o Nijinsky de Naum Alves de Souza é mais um espectro que um personagem. Jamais se compreende, na peça, por que o bailarino namorou Sergei Diaghilev, o mentor do renomado Ballet Russo, casou-se com a húngara Romola de Pulsky, como criava suas coreografias e quais eram suas ideias sobre dança. São apenas memórias, palavras, reflexões de um gênio que será eterno para sempre.

FICHA TÉCNICA

Texto, Figurinos e Direção Geral: Naum Alves de Souza I Coreografia: Célia Gouvêa I Elenco: Beatriz Cardoso, Celso Frateschi, Guga Stroeter, J. C. Violla, Mariana Muniz, Roberto Arduin, Roberto Ippolito e Ruth Rachou I Assistente de Direção: Monica Guimarães I Assistente de Coreografia: Zina F. Calmanovici I Música: Helio Ziskind e Paulo Tatit I Cenografia: Naum Alves de Souza e Miro I Assistente de Cenário e Figurinos: Roberto Aduin I Acessórios de Figurino: Leda Senise I Iluminação: Abel Kopanski I Direção de Cena: Airton Franco I Maquiagem e Penteados: Fabio Namatame I Coordenação Geral: Sylvinha Tinocco I Assistente de Produção: Cleide Queiroz I Administração: Julia Salomão
Duração: 150 minutos
Classificação: 12 anos

PRÊMIOS

*Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de Melhor Intérprete.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

13 a 16 de abril de 1987 / Teatro Cultura Artística/ São Paulo – SP – Brasil.

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Na sua segurança e arrogância, o homem, racionalista verborrágico, contrata os serviços de uma mulher para ensiná-lo a amar. À sua energia solar contrapõe-se a presença feminina, lunar e intuitiva. O sono opõe-se à palavra; o gesto substitui a frase. Todas as racionalizações perdem sentido quando submetidas à força inconsciente da sensação. Findo o prazo de aprendizado, a mulher parte, livre, forte. O homem permanece submerso na solidão, consciente do fim, habitado pela doença, a doença da morte, que ele mesmo se condena sem apelação.

FICHA TÉCNICA

Grupo: I Autora: Marguerite Duras I Adaptação: Marcia Abujamra e Patrícia Melo I Direção: Marcia Abujamra I Coreografia: Mariana Muniz I Cenografia: Felippe Crescenti I Iluminação: Guilherme Bonfanti I Elenco: Beto Martins, Elias Andreato e Tânia Bondezan I Produção: Marcia Abujamra
Duração: 150 minutos
Classificação: 12 anos

PRÊMIOS

*Prêmio Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo (APETESP) de Melhor Coreógrafa.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

03 de dezembro de 1986/ Espaço Off/ São Paulo – SP – Brasil.

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É um espetáculo de celebrações no qual se fala do amor , das paixões, das prisões, das mentiras institucionais, da repetição e tradição, do desejo castrado, do inconsciente sonegado, do grande rush das avenidas humanas.

FICHA TÉCNICA

Grupo: Companhia Estável de Repertório I Autoria: Antônio Abujamra e Consuelo de Castro I Direção: Antônio Abujamra I Elenco: Clarisse Abujamra, Geraldo Loureiro, Lu Grimaldi e Mariana Muniz I Produção: Clarisse Abujamra
Duração: 45 minutos
Classificação: 12 anos

DATA E LOCAL DE ESTREIA

09 de outubro a 09 de novembro de 1986/ Teatro Brasileiro de Dança/ São Paulo – SP – Brasil.

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O espetáculo foi realizado com um grupo de atores e bailarinos onde procurei ao máximo explorar a forma de expressão de cada um.
A história deste espetáculo se criará sozinha, a partir de fragmentos da realidade. Realidade da vida de gente deixada de lado, expressa em um tom poético.
O elemento dramático se traduzirá pela simbiose do gesto e da palavra. Minha preocupação é a de explorar o mundo gestual e a poesia visual do teatro, e junto com a dança transpor isso a um nível psicológico.

FICHA TÉCNICA

Grupo: Teatro do Aceno I Adaptação, Direção, Iluminação e Trilha Sonora: Stéphane Dosse I Elenco: Antônio Calloni, Ary França, João Nicanor, Madalena Bernardes, Mariana Muniz, Marina Helou e Zenaide I Aderecista: Neneco I Sonoplastia: Toninho
Duração: 60 minutos
Classificação: 18 anos

DATA E LOCAL DE ESTREIA

17 de fevereiro a 25 de março de 1984/ SESC Consolação – Teatro Anchieta/ São Paulo - SP – Brasil.

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Utiliza meios mistos de expressão, compreendendo dança, teatro, música, fotografia e artes plásticas. Afim de desvendar o processo de consciência do homem em suas relações consigo mesmo e com o mundo de objetos que o rodeiam, foram construídas as estruturas sonora e visual. Pretende-se através do gesto e da linguagem teatral, desmarcar a realidade que traduz numa sucessão de impressões. Chegar a construir plasticamente os caminhos que percorre o homem no ato de questionar-se. Caminhos estes que o fazem encontrar-se entre o sonho e delírio. Anunciação da loucura. Todo o trabalho está intimamente comprometido com os pontos de vista dos integrantes, assim estruturando-se a sua direção.

FICHA TÉCNICA

Concepção, Criação e Interpretação: Mariana Muniz e Gregório Fassler I Cenário: Keko Silva I Músicas: Marlos Nobre, Rodrigo Alvarado, Daniel Ramirez, Luchao Montoya, Jorge Zaninoviv, Oregon e Maurice Ravel
Duração: 50 minutos
Classificação: Livre

DATA E LOCAL DE ESTREIA

11 de junho de 1983/ MASP/ São Paulo – SP – Brasil.

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A Dama das Camélias é sem dúvida algum maior arquétipo romântico feminino, criado no século passado (XIX). Alexandre Dumas Filho criou os personagens ideial para realização do mito: dois jovens nascidos para o amor e acossados até a morte pelos preconceitos sociais.
“Vamos oferecer à cidade de São Paulo uma festa romântica, do tempo em que se brincava com flores no lugar de confete. A camélia, afinal, é uma flor. E este pode ser o carnaval de alguns paulistas. Será um grande baile de época garanto" (José Possi Neto para Helena Katz em Folha de S.Paulo – Ilustrada, 21 jan. 1983).
O roteiro concebido por José Possi Neto divide o espetáculo em três bailes: o Baile Negro (Enterro, Leilão, Perseguição), o Baile Branco (Prostíbulo, Idílio/Sonho, Rinascere) e, separado dos dois primeiros por um intermezzo allegro, o Bal Masqué (Sedução, Troupe des Commédiens, Carnaval Romântico).

FICHA TÉCNICA

Diretor Artístico: Klauss Vianna I Assistente de Direção: Ruth Rachou I Assistentes: Hugo Travers, Yara Ludovico, Julia Ziviani, Monica Mion I Concepção e Direção Geral: José Possi Neto I Equipe de Coreografia: Alberto Cidra, Denilto Gomes, João Mauricio, Julia Ziviane, Mara Borba, Mariana Muniz, Marina Helou, Mazé Crescenti, Mônica Mion, Paulo Rodrigues, Raymundo Costa, Simone Ferro, Solange Caldeira, Sonia Mota e Susana Yamauchi I Figurinos e Adereços: João Santaela Junior I Cenografia: Felipe Crescenti I Execução: Francisco Giaccheri I Aderecista (máscaras e adereços): Leo Leoni I Pesquisa e Montagem Musical: João Paulo de Mendonça I Cantora: Adélia Issa I Pianista: Joaquim Paulo do Espírito Santo I Gravações e efeitos especiais: Flávia Calabi I Sonorização: Instalson I Concepção de Iluminação: José Possi Neto I Operador de Luz: Tanaka I Iluminação: Gian Carlo I Produção Executiva: Daniel Setton
Duração: 60 minutos
Classificação: 12 anos

DATA E LOCAL DE ESTREIA

21 a 30 de janeiro 1983/ Theatro Municipal de São Paulo/ São Paulo – SP – Brasil.

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Espetáculo inspirado no sonho, na memória e no mundo interno das pessoas, com pequenas danças em cima de personagens diversos, como a própria imagem no espelho, o macho e a fêmea, o rio, o cavalo-peixe-pássaro, o riso, as mulheres, os homens, a ferocidade, a vitalidade, e o movimento puro e abstrato.

FICHA TÉCNICA

Grupo Coringa I Autor: Prokofiev I Idealização: Debby Growald I Elenco: Debby Growald, Graciela Figueroa, Mariana Muniz, Deborah Colker , entre outros I Produção: Grupo Coringa
Duração: 15 minutos
Classificação: Livre

DATA E LOCAL DE ESTREIA

26 a 30 de maio 1982/ Teatro Nacional de Brasília/ Brasília – GO – Brasil.

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Anedótica tem como proposta refletir a característica principal do Grupo Coringa – explorar ao máximo o ser humano e suas formas de expressão. Desenvolve, com humor, outros tipos e elementos: um bêbado, um violinista, cavalos, terra, rei, guerreiro e criança/pássaro.

FICHA TÉCNICA

Grupo Coringa I Concepção e Criação: Graciela Figueroa I Trilha Sonora: Fagner, Vivaldi, SuperTramp, Ari Barroso e Villa Lobos I Elenco: Graciela Figueroa, Debby Growald, Michel Robin, Mariana Muniz. e Regina Vaz
Duração: 35 minutos
Classificação: Livre

DATA E LOCAL DE ESTREIA

26 a 30 de maio 1982/ Teatro Nacional de Brasília/ Brasília – GO – Brasil.

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Nesta versão mais recente, a do Balé da Cidade de São Paulo, em espetáculo concebido por Emilie Chamie e coreografado por Lia Robatto, o compositor Richard Trythall fez com Ravel o que este havia feito antes com o bolero tradicional, isto é, partindo do mesmo esquema rítmico inicial, lança-se a uma exploração de suas possibilidades percussivas, abandonando a idéia da obstinação e do crescendo e encerrando assim, de certa forma, todo um ciclo.

FICHA TÉCNICA

Diretor Artístico: Klauss Vianna I Assistente de Direção: Ruth Rachou I Concepção e Direção Geral: Emilie Chamie I Coreografia: Lia Robatto (O solo feminino foi inspirado e composto a partir dos movimentos da dançarina Sonia Mota) I Assistentes: Hugo Travers, Yara Ludovico, Julia Ziviani, Monica Mion I Elenco Grupo Experimental: Ismael Ivo, Daniela Stasi, Mariana Muniz, Fernando Lee, Ciça Teivelis, Vivien Buckup, Jose Carlos Nunes, Susana Yamauchi, Eduardo Costilhes, Silvia Bittencourt, Hugo Travers (participação especial) Figurinos: Murilo Sola I Música: Maurice Ravel (Bolero - 1928), William Schinstine (Scherzo - 1978), John Cage (She is Asleep - 1943), Richard Trythall (Bolero - 1979) I Músicos: Grupo Percussão Agora, Elizabeth Del Grande, John E. Boudler, José Carlos da Silva, Mário D. Frungillo I Assistente Musical Junto ao BCSP: João Paulo de Mendonça I lIuminação: lacov Hillel I Trilha Sonora: Flávia Calabi I Coordenação da Exposição: Valéria de Mendonça I Diretora de Cena: Cleusa Fernandes
Duração: 50 minutos
Classificação: 12 anos

PRÊMIOS

*Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de Melhor Espetáculo.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

27 a 29 de agosto e 1 a 5 de setembro de 1982/ Centro Cultural São Paulo / São Paulo – SP – Brasil.

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Peça de teatro escrita pelo dramaturgo e poeta espanhol Federico Garcia Lorca. É baseada na vida de Mariana de Pineda Muñoz, cuja oposição republicano Fernando VII da Espanha tinha se tornado parte do folclore de Granada.

FICHA TÉCNICA

Autor: Federico Garcia Lorca I Direção: Sérgio Sanz I Músicas: Sérgio Fidalgo e Ronaldo Martiniano I Preparação Corporal: Mariana Muniz I Elenco: Aeley Mills, Carmem Molinaro, Célia Virginia, Cristina Lobo, Da Costa, Elenice Mayer, Elizabeth Santos, Horácio Travassos, José Manuel, Ilhena, Marissa Elias, Lúcia Silva, Marcos Souza, Maria Lucia Siqueira, Mercedes Fernandes, Paulo Caldas, Paulo Estrela, Regina Gutman e Ronaldo Martiniano
Duração: 180 minutos
Classificação: Livre

DATA E LOCAL DE ESTREIA

21 a 23 de janeiro de 1982/ Teatro Luiz Peixoto/ Rio de Janeiro – RJ – Brasil.

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Espetáculo de dança com a bailarina Mariana Muniz e música ao vivo com o pianista Jacob Herzog.

FICHA TÉCNICA

Criação e Interpretação dança: Mariana Muniz I Pianista: Jacob Herzog I Músicas: Sonata K 281 de Mozart, Imagens de Debussy e Valsas Nobres e Sentimentais de Ravel.
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre

DATA E LOCAL DE ESTREIA

19 e 20 de junho de 1981/ Instituto Metodista Bennett/ Rio de Janeiro – RJ – Brasil.

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Trabalho solo de Mariana Muniz, sobre uma mulher e o seu íntimo. A relação entre o ser e o mundo.

FICHA TÉCNICA

Grupo Teatro do Movimento I Coreografia e Interpretação: Mariana Muniz I Trilha Sonora: Gustav Mahler
Duração: 10 minutos
Classificação: 12 anos

PRÊMIOS

*Prêmio do Festival de Dança Contemporânea de Salvador/BA de Melhor Bailarina.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

08 a 10 de novembro de 1978/ Sala Funarte/ Rio de Janeiro – RJ – Brasil.

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Mal Ária Ba - interjeição napolitana que significa "tanto faz" ou "qualquer coisa serve" - é um trabalho teatral dançado, em que o autor lança a idéia de um percurso do leito da infância ao leito de morte povoado de fantasmas, angústias e opressões. Os movimentos partiram de improvisações com os componentes do grupo, até as formas definitivas, apoiados na música do compositor Guilherme Vaz e em cenários e figurinos criados coletivamente.

FICHA TÉCNICA

Grupo Teatro do Movimento I Roteiro e Direção: José Possi Neto I Composição Musical: Guilherme Vaz e Carlos Ziccardi I Elenco: Debby Growald, Leonardo Jaime, Luciana Baiochi, Michel Robin, Mariana Muniz, Mariana Vidal, Patrícia Hungria, Regina Vaz e Silvia Caminada
Duração: 30 minutos
Classificação: 12 anos

DATA E LOCAL DE ESTREIA

22 a 31 de agosto de 1978 / Teatro Opinião / Rio de Janeiro – RJ – Brasil.

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O espetáculo abordava o funcionalismo público, explorando gestos cotidianos, baseado nas notícias dos jornais diários; e segundo Angel (VIANNA apud FREIRE: 2005, 94), “a coreografia mudava a cada dia, dependendo das notícias”.

FICHA TÉCNICA

Grupo Teatro do Movimento I Direção: Angel e Klauss Vianna I Coreografia: Oscar Arraiz I Elenco: Debby Growald, Lucia Corrêa, Mariana Muniz, Mariana Vidal, Michel Robin, Patrícia Hungria, Paulo Guinot, Roberto Giovanetti, Regina Vaz, Silvia Caminada e Socorro Fonseca I Música: Luciano Berio
Duração: 60 minutos
Classificação: 12 anos

PRÊMIOS

*Prêmio do 1º Festival de Dança Contemporânea em Salvador/BA de Melhor Coreografia.

DATA E LOCAL DE ESTREIA

29 de junho 1976/ CUP – Centro Unificado Educacional/ Rio de Janeiro – RJ – Brasil.

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A primeira parte do programa era composta pelas coreografias Corações Futuristas (1976) e Luiza Porto (1976). O primeiro bloco do espetáculo encerrava-se com Romeu e Julieta, um pas de deux de dança clássica de Eric Valdo. Na segunda parte do espetáculo foi apresentada a coreografia Domínio Público.
Na última temporada do espetáculo Movimento e Forma, em dezembro de 1976, houve duas participações especiais: a da bailarina Juliana Carneiro (recém chegada do Mudra, de Maurice Bejart) e a da bailarina e coreógrafa uruguaia Graciela Figueroa.
Como um todo, o espetáculo Movimento e Forma refletia a necessidade e o desejo de criação de uma nova forma de comunicação em dança.

FICHA TÉCNICA

Grupo Teatro do Movimento I Direção: Angel Vianna I Coreografia: Angel Vianna e Lourdes Bastos I Elenco: Aldo Lotufo, Eliane Caminada, Jean Paul Rajzman, Lucia Cordeiro, Luciana Hugues, Mariana Muniz, Patricia Hungria, Regina Vaz, Roberto Giovanetti, e Silvia Caminada
Duração: 60 minutos
Classificação: 12 anos

DATA E LOCAL DE ESTREIA

16 a 21 de novembro de 1976/ MAM – Museu de Arte Moderna/ Rio de Janeiro – RJ – Brasil.

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Este espaço é dedicado a compartilhar depoimentos audiovisuais de personalidades de diversos campos das artes que, de alguma forma, tiveram suas trajetórias profissionais cruzadas com a de Mariana Muniz. Aqui será possível tomar contato com alguns momentos relacionados à história da dança e do teatro brasileiros sob a ótica de Ana Terra, Celso Nascimento, Clara Carvalho, Cláudio Gimenez, Helena Katz, Raul Rachou e Talita Bretas.

Ana Terra é professora-doutora do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas e foi professora (1999-2014) e coordenadora (1998-2002) do Curso de Graduação em Dança na Universidade Anhembi Morumbi/SP.

Celso Nascimento é músico e musicoterapeuta. Desde 1983 desenvolve trabalhos musicais junto a companhias e escolas de dança. Em 2004 fundou junto com a bailarina Patrícia Werneck a CIA.NÓSLÁEMCASA, onde atua como músico e diretor.

Clara Carvalho é atriz, diretora de teatro e foi contemplada com o Prêmio Shell por sua atuação em Órfãos de Jânio, em 2002; Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Atriz em 2002 (Major Bárbara); Prêmio APCA de 2003 (Frankensteins) e o Prêmio Mambembe em 1998 (Ivanov).

Helena Katz é pesquisadora, professora, jornalista cultural e crítica de dança. É professora no Curso Comunicação das Artes do Corpo e no Programa em Comunicação e Semiótica, na PUC-SP, onde concluiu o doutorado (1994). Graduou-se em Filosofia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1971) e exerce a função de crítica de dança desde 1977. Coordena o Centro de Estudos em Dança-CED, que fundou em 1986, grupo de pesquisa certificado pelo CNPq.

Claudio Gimenez é arquiteto, fotógrafo, eutonista (professor de eutonia), ex-aluno de artes orientais de Mariana Muniz (atualmente professor de Lian Gong em 18 terapias) e co-fundador da Cia. Mariana Muniz de Teatro e Dança.

Raul Rachou é intérprete-criador, com formação moderna e contemporânea. Trabalha com o Grupo Musicanoar desde 1993. Dirige desde 1979, o Espaço de Dança Ruth Rachou. Nos últimos anos tem se dedicado a uma prática/investigativa do corpo a partir dos princípios de Joseph Pilates (1920), desenvolvendo um trabalho enquanto docente neste campo desde 1996. Paralelo a essas atividades, participa do Centro de Estudos de Dança, na PUC/SP, coordenado por Helena Katz.

Prólogo

O cenário reproduz uma sala de ensaios para dança. No palco, a parede da direita é decorada com alguns cartazes de espetáculos, há uma porta fechada junto à boca de cena. Ao seu lado, uma pequena bancada acomoda um aparelho de som, e, ao longo do rodapé, repousam diversos acessórios ‒ todos a serviço das atividades praticadas no local: uma pilha de almofadas, tecidos dobrados, bastões, bolas etc. No lado esquerdo do palco, a outra parede, possui três amplas janelas recobertas por persianas. Abaixo delas encontram-se dois longos bancos: um deles, o mais centralizado, está desocupado; sobre o outro, muito próximo à boca de cena, há um conjunto de livros organizados em duas colunas e vários papéis e alguns envelopes em ligeira desordem. A terceira parede, do fundo, é vazia: branca, deverá servir de suporte para a projeção de variadas imagens. Por fim, se à boca de cena corresponde a quarta parede, é nela que devem habitar os espelhos que costumam existir em salas como esta.

Quando o espetáculo começa, a luz é tênue. Na parede do fundo, vê-se projetado por alguns instantes os algarismos 2015. No centro do palco, a protagonista emerge da escuridão como um objeto em suspensão. Seus braços soltos ao longo do corpo – vestido com finas camadas de malha preta – riscam no ar dois eixos verticais a impor justa simetria. Aos poucos, feixes paralelos de luz começam a ser desenhados no chão, nas paredes e nos cantos de todo o espaço. Eles vêm das janelas recobertas por persianas. São elas que produzem esse efeito gráfico, comandado pela simulação de uma luz solar que, em arco, se desloca vagarosamente por todo o ambiente. Ao mesmo tempo, um foco luminoso mais intenso derrama-se sobre o corpo da protagonista. Como a acompanhar o roteiro estabelecido pelo sol, ela estende seu braço direito, acompanhando-o com o olhar, até esticá-lo por completo com a mão aberta e os dedos retesos. Conduzido pela outra mão que desliza pelo colo, o braço esquerdo caminha com semelhante vagar, de encontro ao direito, para tentar alcançá-lo e trazê -lo de volta. A mão retesa resiste, gesticula e rejeita a mão que a busca. Ambas travam um diálogo silente enquanto pela boca da protagonista são emitidas palavras soltas, palavras tradutoras daqueles gestos, palavras proferidas em vã tentativa mediadora da contenda gestual.

As mãos falam por si, grafando no espaço sinais que somente elas parecem compreender. Árduo exercício a desbravar distintos processos de comunicação; árduo exercício que faz o corpo demonstrar sinais de exaustão. Cansado, ele ameaça desfalecer elaborando em torno de si uma interminavel espiral descendente, que teima em não querer chegar ao chão.

Em meio a essas voltas, as persianas são erguidas e os feixes luminosos dão lugar a esparsas fontes coloridas de luz. As janelas não revelam qualquer paisagem. Sugerem um mundo abstrato do qual emanam cores básicas. Primárias. Cores projetadas por todo o ambiente a construir figuras geométricas sobrepostas umas às outras, produzindo variados matizes nas superfícies que elas tocam. O corpo é superfície e, por isso, a protagonista ‒ como a tentar conter em si este jogo cromático ‒ envolve-se entre suas camadas percorrendo as incorporeidades das tonalidades que se formam. Não tange as cores, mas deixa-se por elas ser tocada. O corpo, então, mais uma vez exausto, se percebe parado. Desfalece e tomba. Ao ruído produzido pelo baque, as cores desaparecem e o ambiente ganha uma luz natural. Através das janelas vê-se uma paisagem urbana. Trôpega, a protagonista se ergue. Emite algumas palavras, procurando por meio delas alinhavar a lógica que há de existir entre essas duas ações precedentes ‒ uma lógica presente no corpo e na voz que se fez ver e ouvir. Outras palavras prosseguem. Sentidas, denotam os estágios de um longo processo a ser ordenado. As palavras evocam nomes: Calderón, Parangolés, Beckett, Gestos, Brecht, Nucleares, Tennessee, Dois Mundos, Friel, e outros tantos que, em ritmada cadência, vão se tornando inaudíveis, perdendo a força, como a da luz que lentamente se desfaz.

Blackout.

Primeiro ato

As persianas continuam erguidas, a paisagem urbana é a mesma, mas o tempo é outro – ou são outros os tempos porque, ao fundo, vê-se a projeção de dois conjuntos de algarismos subsequentes: 2011 e 2012. Cerca de sete pessoas estão sentadas no chão sobre as almofadas, que anteriormente estavam empilhadas junto à parede da direita. O grupo ouve atentamente a protagonista ler alguns trechos do livro que traz em suas mãos: os surdos congênitos não vivenciam o silêncio (...). [O silêncio] é nossa projeção, nossa metáfora para o estado deles1. Todos questionam, indagam. Discutem sobre o universo surdo, sobre a existência de dois mundos: o das palavras proferidas por meio de vozes faladas, e o das palavras proferidas por meio de vozes silentes ‒ vozes dimensionadas em gestos, em sinais. Discutem sobre esses mundos, sobre suas diferenças, suas igualdades e sobre as singularidades de suas formas de expressão. Todas essas conversas procuram aproximar deste grupo – um grupo naturalmente ouvinte – a estranheza de uma surdez jamais vivenciada, de um modelo de silêncio jamais sentido. A partir dessas reflexões concebem-se dois espetáculos: 2Mundos e Gestos. Se ao primeiro caberá o exercício da expressão surda para todos os presentes, ao segundo caberá um trabalho solo.

O eixo condutor dessas falas e deste encontro é a LIBRAS (Língua Brasieleira de Sinais). Mais do que uma língua, a LIBRAS é uma forma de expressão impressa no corpo, daí seu estreito vínculo com a dança por causa da interdependente relação entre o corpo e o espaço. Portanto, está na dimensão coreográfica daquela língua e na poeticidade que lhe é inerente, as bases de 2Mundos e de Gestos, cujas criações, que ainda estão por vir, são projetadas na parede erguida ao fundo do palco: vê-se a protagonista transmutando palavras em gestos; veem-se todos os bailarinos estabelecendo contatos silenciosos, mas plenos de vozes; veem-se movimentos corporais a desenhar frases no espaço; vê-se o ar tornar-se substância tátil; ouvem-se as batidas sincopadas de uma trilha sonora que faz a pele vibrar.

As pessoas sentadas no chão assistem a tudo em silêncio. Na tela, a protagonista reaparece com o braço direito estendido e a mão retesa. No chão, ela reproduz este gesto que ainda não fez. Levanta-se, e vê-se seu corpo fundir-se ao corpo projetado.

Blackout.

Segundo ato

O grupo, em círculo, continua sentado no chão e as persianas continuam erguidas. Das janelas vislumbra-se a silhueta de uma cidade encimada por intermináveis antenas. Na parede do fundo são projetados em desordenada alternância conjuntos de algarismos que vão de 2007 a 2010. Mais uma vez, os tempos são outros. As pessoas conversam e, de suas falas, é possível recortar com nitidez as palavras Parangolés, Nucleares e Penetráveis. Essas palavras proferidas são emissões verbais equivalentes aos sopros, cujas densidades se desmancham no ar. Volatizam-se. São sons que, a exemplo das cores contidas na luz – qual espectro da luz branca solar – instigam o grupo a pensar em seus valores incorpóreos, cuja inversa condição pode estar na qualidade tangível de seus próprios corpos, corpos que se movimentam e dançam. As ideias relativas a esta antagônica relação – incorporeidade/corporeidade – nascem de um nome: Hélio Oiticica. É o não-objeto, por ele proclamado o elemento norteador dos três espetáculos que o grupo concebe nesta sala: Parangolés, Nucleares e Penetráveis. É em meio ao processo de suas criações que a silhueta urbana vista pelas janelas parece mergulhar no infinito para, em seu lugar, surgirem delimitados focos de luzes coloridas, de cores-luz. Básicas. Primárias.

O grupo, então, se levanta. Elabora um jogo gestual em vã tentativa de alcançar no ar o impalpável. A impossibilidade de tocar aquelas cores que banham toda a sala produz encantamento. As obras pensadas – e realizadas – por Hélio Oiticica sobre as massas incorpóreas das cores dominam a plenitude dos corpos, dos gestos e do espaço. No fundo do palco começam a ser projetadas imagens dos espetáculos que estão por vir. O grupo espelha seus próprios movimentos. Amalgamam-se tempos distintos: o do ensaio que se faz e o do espetáculo a ser feito. Busca-se uma sintonia entre esses dois momentos da mesma maneira que se busca equivalência entre as concretudes e as abstrações. A série de algarismos em desordenada alternância reaparece. Aos poucos, as cores que banham a sala vão se fundindo até se tornarem apenas uma. Branca. Intensa. Os bailarinos estancam

Blackout. Não há luz, não há cor, não há corpo.

Terceiro ato

As persianas estão abaixadas. Ao fundo, são exibidos os mesmos algarismos do prólogo: 2015. Voltamos para a cena inicial. Voltamos, na verdade, para os momentos que antecedem a cena inicial. A protagonista está sentada em um dos bancos que ladeiam a parede da esquerda. À sua volta, vários livros espalhados. Abertos, fechados e marcados, em meio a folhas soltas escritas, desenhadas e riscadas. Vê e lê em voz alta este desordenado material. Dos livros ‒ percebe-se pelas inflexões e tonalidades proferidas ‒ emanam personagens das mais variadas procedências; das folhas soltas ‒ percebe-se pelos movimentos empreendidos pelo corpo e pelas mãos ‒ emanam fragmentos das mais variadas coreografias. Todo esse conjunto de palavras e danças procura por uma lógica que não seja a de uma história linear porque, a ela, esses tantos fazeres já estão cronologicamente alinhavados. A lógica que se busca é outra. Está no avesso das estruturas ordenadas; está na simultaneidade; está no jogo estabelecido pela contínua alternância das múltiplas vozes enunciadas por apenas um corpo: consciente habitat do tempo em que vive.

A protagonista fecha os livros. Em silêncio os organiza em duas colunas. Arruma, sem critério aparente, os papéis soltos e espalhados sobre os bancos e sobre o chão. Passeia pelo espaço e se aproxima das janelas. Toca nas persianas. Ajusta com vagar o ângulo de suas lâminas para que, através das frestas surgidas, possa ver a paisagem urbana que se escondia. Contempla a cidade. Despertada por um suave ruído que vem da parede oposta, volta seu rosto e vê serem empurrados por debaixo da porta diversos envelopes. Caminha para recolhê-los. São vários. Coloca-os sobre a pilha de folhas soltas, mas retém um em suas mãos, e o abre. Retira os papéis nele contidos e começa a ler, em voz alta, a descrição do espaço em que ela, neste exato momento, se encontra. Lança um olhar em seu redor. Mais do que nos livros, nas várias folhas soltas ou em qualquer lógica pensada, percebe residir nesse próprio espaço, porque é palco toda sua história.

Black out.

Em 2007, fui convidado por Mariana Muniz para executar algumas oficinas sobre a obra de Hélio Oiticica, como parte do projeto para a criação dos espetáculos Parangolés, Nucleares e Penetráveis. Posteriormente vieram as oficinas sobre a LIBRAS, preparatórias para as montagens de 2Mundos e Gestos. Outras trabalhos se sucederam, todavia, uma breve descrição como esta, a exemplo das listagens curriculares, oculta as circunstâncias e o modo como tais atividades foram desenvolvidas. Todas elas se deram, além de suas objetivas intenções, sob uma inegável admiração e respeito por Mariana Muniz, desde o tempo em que eu, sem imaginar, pudesse um dia conhecê-la pessoalmente.

Quando me pediram para escrever este texto, o foco deveria ser dois dos conjuntos de espetáculos nos quais estive diretamente envolvido, entretanto, os fatos que pontuaram esses anos todos, somados ao convívio profissional, não poderiam, acredito, ser registrados de outra forma senão esta, um tanto fantasiosa e afetuosamente isenta de distanciamento.

*Carlos Avelino de Arruda Camargo é mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC SP e doutor em Linguagem e Educação pela FEUSP. Publicou os livros Do lugar de onde se vê: aproximações entre as artes plásticas e o teatro, pela UNESP/Funarte, e Imagens das Palavras, com o apoio da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo - ProAc. Participou também de exposições coletivas, com fotografias, na Galeria Bolsa de Arte em Porto Alegre, Fundação Clóvis Salgado em Belo Horizonte, Casa das Onze Janelas em Belém do Pará, e Espaço Contraponto em São Paulo.

A arte fala por si. Então a que servem os textos sobre ela? Responder a esta questão é um dos desafios da arte e de suas linguagens. Grandes artistas escrevem sobre o que fazem, refletindo sem cessar sobre o que colocam em cena, a pensar em próximas obras, palcos, aulas. Estabelecem sobre sua arte um contínuo de pensamentos, que podem nos chegar grafados em palavras e noutras formas de linguagem, tornando espessas suas longas trajetórias.

As múltiplas vozes sobre a arte da dança constituem um campo que subjaz ‒ antes, durante e depois – ao ato cênico, a estabelecer contextos em diálogo ininterrupto. E, mesmo que nada se diga sobre ela, linhas comunicativas sempre se estabelecerão, sobretudo por ser a dança linguagem cujo silêncio não quer dizer ausência de voz.

Neste texto, se discorre sobre dança e se aborda a modernidade, no bojo da qual se pressupõem artistas se colocando, com intensidade, em estados de fronteira entre as artes e entre seus modos de elaboração.

Em certos momentos, estes estados, ao trazer condições mais agudas para o seu acontecimento, promovem assombros. Em outros, as mudanças ali estão, comunicando seus conteúdos, porém, sem tanto alarde. Aqui se está no reino das formas mais delicadas ou sutis da expressão, a nos rodear como névoa de simbologias diacrônicas, num repente nos aparecendo na sincronia da cena.

Quando em 1989, Mariana Muniz estreia Paidiá, a sensação produzida por sua recepção ondeava entre estes polos: duplamente vivemos o impacto de algo singular e, residualmente, estivemos imersos em névoa saturada de simbologia, a passear entre obra e plateia.

O espetáculo também se apresentava como névoa, à semelhança duma “nebulosa em rotação”, metáfora a apontar para um tipo de nuvem formada de poeira em suspensão, gás e matéria interestelar.

A nebulosa de Paidiá era estrutural à obra, tendo como eixo o corpo da intérprete, circulando conteúdos de sua formação como bailarina, coreógrafa, atriz e professora em dança. A este girar ainda se acrescentavam partículas de sua vivência em danças populares dum Pernambuco natal, nas quais a transdisciplinaridade, como coisa dada, já se fazia presente.

Em 1989, Muniz vinha dum aprofundamento de sua pesquisa, iniciada quando mais intensamente colocou “os pés no chão’, tirando as sapatilhas de ponta trabalhadas na hoje Escola de Dança Maria Olenewa do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde possivelmente também apurou seu gosto por contar histórias.

A ruptura rumo ao chão, símbolo da dança moderna, aconteceu no grupo Teatro do Movimento, dos mestres-pesquisadores Klauss e Angel Vianna, que lhe proveram “aulas como laboratórios” e “laboratórios como cena” (1976-78). Acontecera também por sua atuação na “criação em fluxo contínuo” (1979-82), que a coreógrafa uruguaia Graciela Figueiroa, a partir de sua experiência norte e sul americana, arriscadamente concretizara no coruscante grupo Coringa, experimental e carioca da gema, lugar multinacional de arte.

De certa maneira, a experiência do Rio de Janeiro fez as naves de Muniz aportarem em São Paulo, onde integraria o ainda pioneiro grupo experimental de dança do Balé da Cidade de São Paulo, invenção de Klauss Vianna, quando diretor (1982-1983) desta companhia. Além de Mariana Muniz, composto por Ciça Teivellis, Daniela Stasi, Denilto Gomes, Dolores Fernandes, Eduardo Costilhes, Fernando Lee, Ismael Ivo, João Maurício, José Carlos Nunes, Luiz Vasconcelos, Mara Borba, Marina Helou, Mazé Crescenti, Ricardo Viviani, Silvia Bittencourt, Susana Yamauchi e Vivian Buckup, o “experimental” organizava poéticas já apresentadas na dança singular de cada um.

Terminado este grupo ‒ interno a uma companhia pública municipal ‒ Marina lança-se na cena independente da cidade, pois, afinal, nesta época ninguém era chamado de contemporâneo.

Desde então, seu palco acontece de forma ampliada, a atuação intensificando-se em dança e teatro, em trajetória única composta de duas estradas que correm em paralelo, a verticalizar sabedorias. Nos espetáculos estas estradas cruzam-se, abrindo encruzilhadas, horizontalizando-se o ato da cena, como parada num caminhar que se torna única construção.

Paidiá é apresentado por Mariana, ao sair da experiência luminosa de coreografar e interpretar no Corpo de Baile (Ulysses Cruz, Companhia Boi Voador, 1988).

A peça, baseada em obra de Guimarães Rosa era um alumbramento. Os atores dançavam sobre bobinas de madeira de vários tamanhos, sobre um palco nu de vestimenta cênica. Em cima de espécies de carretilhas equilibravam corpo e palavra. E neste andar que rolava, lá estava o sertão, os intérpretes, por sobre metafóricas pedras girando, literalmente, em trajetórias sem fim.

Do iluminado Corpo de Baile, um salto para Paidiá, que é luz e sombra, revelando-nos direito e avesso de uma arte da cena, conjugando-se de si para si.

Ainda em 2015, pode ser considerado como um ponto de inflexão, uma dobra que altera uma maneira de fazer e de perceber dança, estabelecendo-se como uma mudança na direção duma trajetória em dança e teatro.

Paidiá, em grego, significando brincadeira e jogo, era mais que isso. Seus contornos alargavam-se para um paideia em cena, por sua proposta de atingir sensibilidades de uma maneira ampla, a partir da constelação de elementos múltiplos da performance, em busca de uma ética ‒ encarada como o embate diário da sala e estúdio de criação ‒ que se estrutura em poética.

Construído em palco quase desértico, neste solo, Mariana contracena com elementos que operam como fragmentos dramatúrgicos encarnados em objetos: pipa, calunga, capa de chuva, candelabro, tutu de balé.

Estes objetos, como “quase corpo” expandido de Muniz, dialogam com trilha sonora, construída de trechos que também são companheiros de jornada, justapondo-se Cazuza, Egberto Gismonti, Francisco Mignone, Gioachino Antonio Rossini, Naná Vasconcelos e Richard Wagner.

Longe de estar só em cena, Mariana se faz acompanhar destes fragmentos visuais e sonoros, também construídos por aqueles que, sem dançar, com ela compuseram o espetáculo, como Ilo Krugli (que fez a boneca calunga) ou Cacá Soares (colaborador na trilha sonora).

Em Paidiá, a constelação de tantos elementos poderia gerar interdisciplinaridades, que, em alguns casos, costumam pender para uma justaposição de unidades cênicas. Entretanto, o que ali se tem é uma cena intradisciplinar, na qual teatro e dança resultam em suspensão, sem uma força centrípeta, que dramaturgicamente produza uma fácil identificação. O que temos é uma “identidade suspensa”, a rodar elementos das artes do espetáculo em torno de um eixo: o corpo da intérprete.

Estrategicamente, nas dramaturgias dessa dança e desse teatro de Paidiá, a causa que antecede o desejo de estar em cena parece ser a pulsão de “contar histórias”.

Contar histórias. Um norte a se estabelecer como pulsão na obra de Mariana até os dias de hoje. Através de seu instinto de artista, cultivado ao longo de anos, elas se apresentarão/representarão/expressarão para além da palavra que se enuncia no palco, ainda que, certas vezes, essa possa estar em cena em forma tradicional.

O que caracteriza Paidiá como obra de inflexão na carreira de Muniz, é que nela, como num manifesto, apresentam-se elementos que viriam a compor as coreografias de Mariana: conteúdos de uma paideia, que mediante o jogo ‒ paidiá ‒ rodam em torno de uma intérprete em tempo de descoberta

À frente dela uma plateia com uma dupla sensação sobre o que se lhe apresentava: de uma vez, uma obra inequivocamente nova, posto que estranha e bela, e um espetáculo que, em forma de nebulosa de lenta decifração, pairava no ar.

Desta feita, Paidiá apresentava-se como hipótese ancorada na época de sua realização, ao encarnar um diálogo entre a tradição e o erudito, a fragmentação de narrativas e a multiplicidade em cena, mas também como uma hipótese de poética a se estruturar até hoje em/e por Mariana.

Nessa aparente ambiguidade cênica ‒ uma bailarina que é atriz e uma atriz que é bailarina ‒ Mariana também é uma coreógrafa que é diretora, e uma diretora que é coreógrafa, em desafio de trabalhar com artistas pelos quais o teatro se faz à maneira da dança, como em Pina Bausch e Klauss Vianna.

Para além de uma poética ancorada em compartimentações, isso nos traz uma dança para além da dança e um teatro para além do teatro, em ondulações entre jovens plateias e jovens artistas, onde quer que estes estejam.

*Professora-doutora do Instituto de Artes (IA)/Universidade Estadual de Campinas, é graduada em direito (USP), doutora em dança e semiótica (PUC/SP), pós-doutora em artes (ECA/USP), especialista em gestão e políticas culturais (UNESCO, Université de Dijon, Ministère de la Culture/France). Autora de Imagens da Dança em São Paulo, Dança Moderna, Dança e Mundialização: políticas da cultura no eixo Brasil-França, Vem Dançar, Cisne Negro Companhia de Dança e Teatro do Movimento. 

Há uma conexão causal entre os sucessivos corpos-conhecedores e corpos- mentes?
Sri Nisargadatta Maharaj: Sim, existe algo que poderia ser chamado o corpo da memória, ou corpo causal, um registro de tudo o que foi pensado, desejado e feito. É como uma nuvem de imagens agrupadas.

Uma trajetória arte-vida, por isso caberia aqui uma epígrafe, por assim dizer, metafísica. Trata-se de uma espécie de trajetória dentro da trajetória, segundo ela própria. O convite deste ensaio veio-me através do projeto Trajetória(s) Mariana Muniz, MUD - Museu da Dança, de Talita Bretas e Natalia Gresenberg, contemplado pela 18ª edição do Programa Municipal de Fomento à Dança de São Paulo, em 2015. Também em meio ao silêncio do arquivo, da história e da performance da crise, questões presentes em meio a turbulência, embora fértil, deste ano que parece nos indicar a quantas anda a dança contemporânea.

Torna-se um ensaio sobre o qual repousam olhares da dança, do teatro e da pulsão existente no percurso da artista pernambucana, de coração paulistano, Mariana Muniz. Falar do seu ontem é, cada vez mais, uma ação de agora, está no presente, de modo que não temos intenção de historicizar a trajetória, tornando-a peça de museu ou totem de acervo. Justamente o oposto, tenho trabalhado com noções de história e acervo com as quais invenção é um exercício de sim historiografar, ao relacionar pontos da história mas antes um exercício de grafar os caminhos nos quais acervo e memória são uma possibilidade de reinventar os sentidos.

Ao longo dos seus quarenta anos de carreira como bailarina, coreógrafa, atriz e 15 anos diretora da Cia. Mariana Muniz de teatro e dança, Mariana Muniz realiza uma pesquisa do corpo e movimento dentro do qual teatro e dança se misturam, voz e expressão, cena e intervenção fazem a dramaturgia se expandir a partir do corpo e não distanciando-se dele. É bem nele, preparado, treinado, afinado e precisamente estudado em cada linha traçada no espaço que uma dramaturgia de gramáticas é elaborada. Gramática do movimento, do espaço-tempo, da voz, do texto, dos sentidos provocados pela imagem e sobretudo uma gramática dos sentidos. Seus espetáculos nos movem para outro lugar. Como se fosse possível uma técnica dos sentidos, Muniz fricciona técnica e criação (MARINHO, 2008), tendo como cena uma narrativa de sensações. Seja o movimento, a voz e o texto, início, meio e fim, a cena banha-se de afeto. Sua jornada dramatúrgica parece vida, cheia de afeto.

Suely Rolnik, em Cartografia Sentimental ‒ transformações contemporâneas do desejo, justamente afirma que a tarefa do cartógrafo (é) dar língua para afetos que pedem passagem, dele se espera basicamente que esteja mergulhado nas intensidades de seu tempo e que, atento às linguagens que encontra, devore as que lhe parecerem elementos possíveis para a composição das cartografias que se fazem necessárias (ROLNIK, 2014: 23).

E mais adiante, continua Rolnik, "fazer passar os afetos: é isso que parece gerar brilho" (RLNIK, 2014: 23). Assim, afeto se define como preenchimento do espaço, expressão e intensidade, uma vez que há abertura para afetar e ser afetado. Há mesmo um corpo para fazer passar os afetos, um corpo vibrátil. Assim, é com tais conceitos vivos de uma cartografia movida por desejo que aqui olhamos para uma dramaturgia cheia de afeto. Como num movimento consequente, o encontro da dança e do teatro no corpo de Mariana, então sua trajetória expande-se com uma pulsão de vida, de urgência, como se houvesse essa fala: não poderia falar disso de outro modo se não esse, dançando.

Quando supomos uma trajetória arte-vida e Mariana relata a sensação de uma trajetória da trajetória, fica posto que não estamos falando de uma interposição, nem mesmo de uma regularidade de trajetória ‒ um espetáculo seguido do outro, uma sequência de obras ou ainda uma pesquisa encaixada, categorizada num concieto, muito embora isso também seja possível. Aqui, nos interessa falar de uma percepção do instante. Como se na história coubessem instantes e não necessariamente uma linha cronológica. Um instante preciso da ação do movimento onde cabe todos os outros. Um alargamento do tempo passado dentro de cada movimento futuro nas obras que a sucedem.

Tenho cá comigo uma memória de como foi receber Dantea na Mostra Rumos Dança, em 2001. Plateia cheia, público de todo Brasil, artistas ávidos pelo turning point que tornou o Rumos Dança como espaço de pesquisa em dança. Eu, ao lado de crítico internacional, não me continha no que realmente propunha Dantea; parecia-me anárquico, cheio de tesão. Talvez para mim, naquela época, demais, e minha pretensa racionalidade não acompanha os devaneios, a improvisação repleta de intenção e explosões de movimento e voz, e as figuras de linguagem então eram para mim quase carnavalescas porque talvez burlescas. Mas nada me surpreenderia mais ao dizer a tal crítico: "Não me cabe" e ele respondeu calmamente: "que bom!". Isso foi um batismo na minha estética careta. É Mariana, com certa volúpia, que me deságua nova dramaturgia. Ta; como Eros Volúsia, esta dos anos 20 da dança carioca e Mariana nestes tais anos 2000, tão paulista.

Depois de Dantea, a artista ainda surpreende com solos nos quais a integridade do movimento e voz ganham gestualidade e vocalidade, ou seja, alcançam patamares de uma pesquisa continuada quando o movimento se concentra em toda potência e a voz em toda teatralidade. Assim, a cada instante em que sua cena vai sendo reinventada, sua dramaturgia se aperfeiçoa na presença cênica, no sentido poético. Diria que Mariana tem uma seriedade de investigação cênica, mas sobretudo tem paixão nisso, uma entrega absoluta e, me perdoem não consigo me conter em dizer ‒ um romantismo ‒ porque acredita na potência do mover-se.

E é na oportunidade da companhia que surgem novas reviravoltas. Com liberdade atroz, Mariana se arrisca em dirigir, compor e dançar com artistas mais jovens, também entregues na loucura do movimento. E aprofunda sua investigação ao trazer novos personagens à sua pesquisa, como foi Hélio Oiticica em Parangolés (2007), Nucleares (2008) e Penetráveis (2011). E igualmente traz a possibilidade da intervenção urbana e da interação nesse espaço múltiplo (rua). Mariana avisa que sua pesquisa tem várias esquinas. Depois de adentrar nos universos poéticos de Manuel de Barros (Umanoel, 2013 ), Samuel Backett (D'Existir, 2015) e Arnaldo Antunes (Rimas do Corpo, 2008), entre outros, Mariana-Oiticica reafirma irreverência e expande as possibilidades de direção e movimento composto em vários corpos, dito de outra forma, faz caber em outros corpos a intenção apaixonada de um só.

Assim, arte-vida. Arte-vida não está aqui somente para situá-la na compreensão das artes da performance (COHEN, 2013). Esta seria a mais pulsante definição de artes da performance, como justamente o espaço de hibridismo de linguagens interessadas em borrar os caminhos entre o processo artístico e o processo que chamamos e experienciamos como vida. Sim, Mariana Muniz é uma espécie visionária de performer. E ainda, arte-vida em Mariana está porque sua arte comporta-se como vida, pulsante. A potência do desejo de mover-se e significar em arte ‒ por isso cabem intensamente num instante ‒ definem tal borda confluente entre arte e vida, com hífen (sendo uma coisa só) ou com e (que as distingue mas também as agrega). O exercício da vida vira um hábito de arte, e vice-versa.

E chegamos aqui a um exercício de arquivo, uma performance da memória. Dedicada (a autora deste texto) a olhar o acervo como algo que pulsa no presente, escrever um ensaio acerca de Mariana Muniz faz-se um exercício de instante vivo no qual o acervo é presente e não uma coletânea de obras, prêmios, movimentos, pois nosso propósito é trazer corpo nesta proposta de trajetória da trajetória, de arte-vida, de corpo memória de trajetória. Para tanto, na biblioteca que o corpo agrega estão inter-relacionadas as referências antigas, novas, de dança, de teatro, de poetas, de compositores. Como um mosaico, o acervo-corpo Mariana atualiza suas práticas artísticas nas quais as palavras-chave e a busca avançada (termos de busca catalográfica) beiram certa infinitude, sem deixar de fazer assinar um traço próprio da historiografia de Mariana Muniz. Dizemos infinitude sem desconsiderar a particularidade, mas também dizemos infinitude para dar espaço ao olhar de cada instante da sua história. O todo se revela na parte de cada momento da sua história. Mais do que uma habilidade do olhar e perceber tais instantes alargados na sua dramaturgia, é uma compreensão performativa do arquivo.

E é assim que olhamos. O corpo que se desdobra em sua história traz instantes que revelam memória, e no caso da companhia estabelecida pela artista, isso fica bastante evidente. Múltiplos corpos do presente refazem uma história de décadas dedicada à pesquisa do movimento e da cena. E então, performar o arquivo corpo Mariana é uma experiência e não um relato, é um instante e não um passado já passado, é presente, portanto. A história que nos conta Mariana-corpo é o presente histórico da dança contemporânea paulistana e situa o Brasil em um momento que olhar para trás é um constante olhar para o agora.

* Nirvana Marinho - Artista da dança. Gestora Cultural. Graduada em 1999 pela UNICAMP, no curso de Dança (bacharelado e licenciatura). Doutora em Comunicação e Semiótica (2006, PUC-SP). Desde 2000, atua em pesquisa, gestão e curadoria. Em 2014, atuou na Curadoria de Dança do Centro Cultural São Paulo. Em 2015, empreende projetos de curadoria em dança, história e acervo.

Numa conferência pronunciada em 1923, relativa às constituições do andar, do falar e do pensar, o filósofo e educador austríaco Rudolf Steiner (1861-1925) demonstrou como tais faculdades são correlacionadas na primeira infância, como a desenhar o adulto. “A maneira como a criança aprende a andar, a orientar-se no espaço, como aprende a converter os primeiros e indeterminados movimentos dos braços em gestos consequentes, relacionados com o mundo exterior, tudo isso se transporta através da misteriosa organização interna do homem para a organização da cabeça, manifestando-se na fala”, observa Steiner, idealizador da Pedagogia Waldorf. Pois abrir uma vereda teatral na cartografia da arte de Mariana Muniz é lidar com esse corpo-mente nas suas alteridades ética, estética e espiritual.

Em Mariana Muniz o princípio da clareza é refletido no andar enraizado, na margem de reinvenção do gesto, na palavra educada pela pedra. Seu principal instrumento de trabalho irradia consciência feito raio X que lê as articulações do esqueleto. Tal percepção dota a bailarina e atriz de um estado de prontidão permanente. Presença notável quando sobre o tablado ou o asfalto, em cena ou dentre as miudezas cotidianas.

Não é por acaso que na memória deste autor, a partir do final da década de 1980, o corpus poético-performativo de Mariana Muniz não pode vir dissociado das práticas da arte e da medicina orientais. Essa sobreposição incide sobre o imaginário criativo, a dimensão simbólica e o cultivo de energia. Ela chegou a trabalhar como instrutora do exercício chinês Lian Gong em 18 Terapias, difundido no Brasil pela física Maria Lúcia Lee, esta nascida na Ilha de Taiwan, na República da China, tendo aportado no Brasil com parte da família quando contava apenas dois anos de idade. Lúcia foi uma das introdutoras dessa prática no país e idealizadora do tabloide Vida em Harmonia, publicação na qual colaborei com edição e reportagens no biênio 1998-1999. Mariana continua nutrindo com ela uma importante interlocução para o entendimento global do ofício.

Mas nossa lembrança mais remota em relação à artista se deu no ano de 1990, por meio do biólogo Jaime Kuk, igualmente de ascendência chinesa, professor de Tai Chi Chuan e à época assistente do diretor peruano Lino Rojas (1942-2005) na gênese amadora do Grupo Pombas Urbanas, em São Miguel Paulista, zona leste da cidade. Jaime nos ensinava a lidar com a concentração. Desfrutávamos a infinita paciência e depuração das sensibilidades física e mental. Na ocasião, ele também treinava os atores do Grupo Tapa, quando sediado no Teatro Aliança Francesa, na região central.

O convívio com Jaime nos fez conhecer a mulher e criadora que encontrava equilíbrio basal nas técnicas orientais somadas à dança e ao teatro; de fato uma entrega de corpo e alma. Dança teatral, teatro dançado, os caminhos de Mariana Muniz nunca foram estanques, num recorrente duplo deslizar de fronteiras. Rara combinação da capacidade de autonomia a espelhar, em alguma medida, experiências hibridas de colegas como Renée Gumiel (1913-2006), Ileana Kwasinski (1941-1995), Denise Stoklos, Marilena Ansaldi, Maura Baiocchi, Ana Kfouri e Emilie Sugai, para rememorar algumas criadoras afins.

Este artigo, no entanto, deseja perpassar algumas das realizações profissionais da intérprete circunscritas à teatralidade e vindas à luz na cidade de São Paulo sob a ótica contemporânea da materialidade da cena. Nesta, como sabemos, as raias da dramaturgia, da atuação e da encenação são observadas em chave expandida. Do mesmo modo, o binômio dança-teatro já não cabe em suas categorias-mãe, digamos assim.

Inescapável principiar pontuando diretores com os quais Mariana Muniz teve a oportunidade de trabalhar, contemplando diálogos intergeracionais com formações e estilos os mais distintos, margeando produções convencionais ou inclinadas ao chamado teatro de pesquisa, sendo esta uma linha dominante. Citamos Gianni Ratto (1916-2005), Antônio Abujamra (1932-2015), Ilo Krugli, Naum Alves de Souza, Jorge Takla, Roberto lage, Ulysses Cruz, Eduardo Tolentino, Gabriel Villela, Samir Yazbek, Sérgio Ferrara, Cláudio Gimenez e Domingos Nunez. Para contrariar a tônica de gênero, as atrizes Denise Weinberg e Clara Carvalho também a dirigiram e são aqui mencionadas com louvor, como se verá adiante.

Apesar da forte inclinação dos pares das artes cênicas a trilhar projetos solos e, literalmente, isolar-se, Mariana Muniz o faz sem perder a vitalidade do campo relacional decisivo na carreira. Trata-se de uma artista porosa em todos os sentidos. Acepção confirmada nas parcerias em estudos e práticas ancestrais fundidas às origens pernambucanas (sua Caruaru natal); o entusiasmo em constituir uma companhia com jovens sob seu guarda-chuva (ou seria a sombrinha do frevo?); o ímpeto gregário; o gosto pelo desafio de tatear suportes e linguagens; o mergulho processual a cada nova criação; e o temperamento artístico/pessoal para abordar tópicos e estéticas por vezes diametralmente opostos ao universo (ou seria “multiverso”?) essencial da dança que a inquieta desde os sete anos.

Levando-se em conta o impulso revigorador do teatro de grupo na década de 2000, com a relevância do caráter experimental, resulta sintomático que Mariana Muniz tenha colaborado com coletivos que ajudaram a potencializar essa noção perspectiva entre nós. Como o Espaço Off (no espetáculo Blas-fêmeas, vários autores, direção de Roberto Lage, atuando em 1987); o Grupo de Arte Ponkã (Pássaro do poente, de Carlos Alberto Soffredini, direção de Marcio Aurelio, assinando a coreografia em 1987); e o Grupo Boi Voador (Corpo de baile, a partir da obra de Guimarães Rosa, direção de Ulysses Cruz, atuando em 1988).

Ou podemos meditar ainda sobre os rumos da bailarina e atriz caso tivesse levado adiante os treinamentos, ensaios e estudos junto ao Centro de Pesquisa Teatral, o CPT dirigido por Antunes Filho, que a convidou após assistir a Lago 21 (1988), montagem de Jorge Takla em que dividia o palco com Walderez de Barros e Elias Andreato na interpretação de trechos da tragédia Hamlet, de Shakespeare, e do drama A gaivota, de Tchekhov. Àquela altura Antunes era mobilizado por Nelson Rodrigues (1912-1980), lendo-o sob as lentes arquetípicas e não pornográficas, como mostrou em Paraíso zona norte (1989), e pelo recurso do fonemol (a língua inventada e improvisada) como elemento da cena, enquanto fala dos personagens, como assumiu pela primeira vez em Nova velha estória (1991). Fortes dores na coluna obrigaram Mariana a se afastar do CPT após algumas semanas, no que é possível inferir somatização por causa da intensa carga de novas informações e procedimentos inerentes ao trabalho de ator.

Mas deixemos as ilações de lado. O fato é que estamos diante de uma mulher de assunção sertaneja. Uma mulher de palavra. Uma mulher que equaliza o sopro vital e o corpo físico, alargando o horizonte da mediação dramatúrgica. Veemência é um substantivo que lhe condiz, dentro ou fora de cena. Assimilando circularidades, pisando terceiras margens, presumindo instâncias do invisível. “Quando nada acontece é porque algo está se passando, mas não conseguimos ver”, elabora.

E os sonhos, sonhos são

Final de 1991, na esteira da primeira e única peça em que atuei como amador no Pombas Urbanas, Os tronconenses, texto e direção de Rojas. Foi quando justamente inaugurei a condição de espectador do “teatro-em-dança-em-teatro” de Mariana Muniz – na ciranda da licença gramatical – e, quem sabe, quando iniciei a descoberta do lugar e da condição do futuro crítico.

Naquela temporada no Teatro Sesc Anchieta a intérprete viu de dentro como o mineiro Gabriel Villela sentia-se em casa com o barroquismo do Século de Ouro Espanhol ao dirigir A vida é sonho, de Pedro Calderón de La Barca (1600-1681). Mariana Muniz surgiu como o carcereiro Clotaldo, servo dileto do Rei (interpretado por Ileana Kwasinski), cajado em punho e equilibrando-se na sapatilha de ponta. Em vez do peso da masmorra, o personagem estava empenhado em fazer com que o príncipe Segismundo (por Regina Duarte), recém-despertado após meses adormecido por uma poção, se livrasse da clausura para imaginar outro mundo possível. As honrarias da monarquia tampouco não teriam passado de um estado onírico, tenta convencê-lo. Afinal, somos feitos da matéria dos sonhos, dizia Shakespeare (1564-1616).

Em 1994, Mariana Muniz ateve-se a outro herdeiro, O príncipe feliz, do irlandês Oscar Wilde (1854-1900), adaptado como Minueto de fim de século pelo dramaturgo, diretor e ator Ilo Krugli, do Grupo Ventoforte. Ela vivia o papel de Andorinha, anjo da guarda do príncipe tornado estátua logo após morrer, habitante de uma praça no centro da cidade. Na Sala dos Pés, um dos espaços do terreno arborizado na ainda hoje sede desse agrupamento, no bairro paulistano do Itaim Bibi, a memória fotografa a atriz em figurinos esvoaçantes, pés desnudos, manejando cabos de vassoura, bonecos, varais, véus, rodopiando ao som da cantoria e da música percussiva ao vivo. Uma artista à vontade com a premissa artesanal das linguagens cênicas.

Vieram dois Shakespeare sob a lavra do diretor Ulysses Cruz: Péricles, príncipe de Tiro (1995), produção do Teatro Popular do Sesi em que contracenava com Cleyde Yáconis e Cláudia Mello, entre outros, em meio a citações às artes marciais, ao circo e à ópera de linhagem oriental, e Hamlet (1997), na qual apareceu na pele da Rainha Gertrudes, mãe do personagem-título interpretado por Marco Ricca.

Em 1999, Mariana Muniz deixou-se capturar pela poesia portuguesa na voz e nas imagens polissêmicas de dois expoentes contemporâneos, Fernando Pessoa (1988-1935) e Florbela Espanca (1894-1930). Esses escritores inspiraram o espetáculo O fingidor, via Pessoa, e o solo Dantea, via Florbela. No primeiro, que estreou em agosto, fez o papel da empregada de um vetusto crítico literário, Amália, sensível à presença do personagem de Pessoa (atuação de Helio Cícero) disfarçado de datilógrafo, função exercida naquela casa como ganha-pão, às voltas com os seus heterônomos, conforme a costura do dramaturgo Samir Yazbek. No segundo, que entrou em cartaz dois meses depois, em dezembro, investiu na veia autoral e recorreu a sonetos e trechos do Diário do último ano para sublinhar aspectos luminosos da vida e da obra de Florbela, a despeito das tragédias que pontuaram sua trajetória. Na simbiose teatralidade-coreografia, tem nexo a dedução da crítica Helena Katz em sua experiência na recepção a Dantea: “Mariana Muniz não produz espetáculos e, sim, rituais” .

A tarefa permanente de tornar orgânica a relação entre as ações e o texto foi observada em nova evocação de um poeta, desta vez o maranhense Ferreira Gullar. Em Túfuns (2001), Mariana Muniz procurou traduzir em movimentos e gestos o equivalente à desconstrução das palavras de Gullar.

O verbo ora surgia em off ora na boca da intérprete, sob direção de Cláudio Gimenez. O título é cria do autor "sem significado". A expressão “túfuns” deriva do poema O inferno, no livro A luta corporal. Já em Muitas vozes, também destacado em cena, os versos ecoam mais deslocamentos: "Meu poema/ é um tumulto: a fala/ que nele fala/ outras vozes/ arrasta em alarido". A linguagem posta no olho da cena em suas dissonâncias.

As palavras estão em seu lugar, a voz soa, mas o sentido não passa: eis o desafio do artista cênico. Na concepção do teórico polonês Jerzy Grotowski (1933-1999), pensador-criador dos mais influentes da segunda metade do século XX, a quem Mariana aprendeu a admirar, é necessário que o corpo busque fazer sentido, projete energia-sentido, dê a ver por meio dessa vibração. A sonoridade transporta sentido, norteia o ritual, o que só se alcança com muita disciplina e espontaneidade. Como afirma o diretor e crítico Ludwik Flaszen, um dos interlocutores no lendário Teatro Laboratório, companhia e espaço em atividade no interior do país durante a década de 1960, o ator grotowskiano não é exatamente um intérprete. O seu organismo opera “como um vaso onde se transformam as energias e onde a fisiologia se torna espiritual e o espírito fisiológico” .

Como vimos em A vida é sonho ou em O fingidor, o território dramático jamais constituiu um não-lugar para a atriz, à vontade com as unidades temporais e espaciais do texto, bem como com as estruturas abertas, as fissuras formais latentes em trabalhos radicalmente conceituais.

Na peça O fantástico reparador de feridas (2009), o irlandês Brian Friel, referência da dramaturgia atual em seu país, retrata seres errantes numa sociedade dilacerada. Mariana Muniz interpretou um dos quatro monólogos expostos por três personagens de uma trupe mambembe que percorre cidadezinhas do interior da Escócia, do País de Gales e da Irlanda, com o objetivo de organizar sessões de cura à custa da fé alheia. Grace é a mulher entre dois homens, um empresário e um bruxo que diz apelar a forças sobrenaturais. Ela é advogada e filha de juiz aristocrata. Sua narrativa acusa, defende e busca comprovações para seu estado mental.

Durante participação na 20ª edição do Porto Alegre em Cena – Festival Internacional de Artes Cênicas, em 2011, mediamos um encontro reflexivo e aberto ao público com Mariana, o diretor Domingos Nunez e o ator Walter Breda, intérprete de Frank, o sujeito à frente do misto de culto religioso e representação teatral. Em que pesem as mazelas sociais e o alcoolismo que tornavam mais agudos os conflitos no âmbito dessa trupe fictícia, os papeis (Fernando Paz e Rubens Caribé revezaram temporadas como o empresário dessa triangulação) exigiam dos atores um poder de emanação da palavra, base para o convencimento hipnótico da audiência no rastro das três versões de uma mesma história.

Saltando no tempo, o reencontro deste espectador com os processos criativos mais recentes de Mariana Muniz ocorreu em 2015. Seja em A máquina Tchekhov, sob o vórtice da escrita da alteridade na pena do romeno Matéi Visniec e direção incondicional da dupla Denise Weinberg e Clara Carvalho, seja em D’existir, uma surpreendente auscultação física da prosa do irlandês Samuel Beckett (1906-1989), contando com a supervisão de Eduardo Tolentino (Eduardo, Denise e Clara são como que umbilicais na história dos 36 anos do Grupo Tapa), ambas as criações reafirmam a convicção da bailarina e atriz no tocante à liminaridade nas artes da cena.

Havia o zelo pela qualidade da palavra e do corpo livre no coletivo de atores que saudava os personagens e os pensamentos do médico e dramaturgo russo Anton Tchekhov (1860-1904), guiados pelas mãos visionárias e provocativas de Visniec. E havia o desempenho crucial da criadora em sua plenitude existencial e artística ao materializar as ruminações metafísicas da narradora, a velha solitária de um dos textos tardios de Beckett, Mal visto mal dito (1981), em que o pano de fundo crepuscular contrasta a força-motriz performativa na travessia e no atravessamento corporal e oral, posto que a palavra seja fagulha movedora da língua e da linguagem nos mundos em que o autor convida o público a habitar. Artistas e espectadores eram ali estimulados a trabalhar como Sísifo – a construção de repertório para toda a vida.

Ao revisitar momentos do corpo-pensamento em arte de Mariana Muniz intentamos alinhar sua busca acurada. Cumprimos um breve recorrido pelas disposições temáticas, formais, filosóficas, sincréticas e musculares conexas à pesquisa continuada. A coerência virou sabedoria e legado. E coerência é um estado, não um fim em si mesmo.

Valmir Santos é jornalista, crítico e editor do site Teatrojornal – Leituras de Cena (www.teatrojornal.com.br)

As Conexões ocorreram em três encontros, realizados no MIS – Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, de 11 a 13 de novembro de 2015 ‒ nos quais cada convidado dividiu o palco com Mariana Muniz para uma reflexão sobre o passado e sobre as ligações entre suas trajetórias.

Mariana Muniz e Maria Lucia Lee - 11/11/2015 às 14h

Mariana Muniz e Valmir Santos - 12/11/2015 às 14h

EM BREVE VÍDEOS DOS ENCONTROS

Exposição Fotográfica

O projeto Trajetória(s) contou também com uma exposição fotográfica dos momentos mais significativos da carreira da bailarina, atriz, coreógrafa e diretora da Cia Mariana Muniz de Teatro e Dança. A exposição ficou em cartaz de 13 a 30 de agosto de 2015 no CRD – Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo ‒ e devido ao grande sucesso de público, foi prorrogada até 20 de setembro.

Com curadoria de Mariana Muniz e projeto expográfico de Vitor Vieira e Gustavo Cipullo, a exposição foi pensada para possibilitar ao visitante uma experiência sinestésica que envolve artes visuais e dança.

A exposição fotográfica Trajetória(s) está disponível para circulação. Caso tenha interesse, entre em contato conosco!

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BARROS, Manoel de. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2010.

BERNADETTE, Figueiredo; ALMADA, Izaías. Ruth Rachou. São Paulo: Caros Amigos Editora, 2008.

BRITTO, Fabina Dultra Britto (Org.). Cartografia da dança: criadores-intérpretes brasileiros. São Paulo: Itaú Cultural, 2001.

FREIRE, Ana Vitória. Angel Vianna – Uma biografia da dança contemporânea. Rio de Janeiro: Dublin, 2005.

KATZ, Helena. A Dança, Pensamento do Corpo. In: NOVAES, Adauto (Org.). O Homem Máquina - A Ciência manipula o Corpo. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

KATZ, Helena. O Brasil descobre a dança descobre o Brasil. São Paulo: DBA Artes Gráficas, 1994.

KATZ, Helena. Vistos de entrada e controle de passaportes da Dança Brasileira. In: CAVALCANTI, Lauro (Org.). Tudo é Brasil. São Paulo e Rio de Janeiro: Itaú Cultural e Paço Imperial, 2004.

LEE, Maria Lucia. Lian Gong em 18 terapias - Forjando um Corpo Saudável. São Paulo: Ed. Pensamento, 2006.

MAMET, David. Teatro. Tradução de Ana Carolina Mesquita. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010.

MATE, Alexandre Luiz. A produção paulistana dos anos 1980 – r(ab)biscando com faca o chão da história: tempo de contar os (pré)juízos em percursos de andança. Tese de doutorado defendida na FFLCH – Departamento de História Social, sob orientação de Maria Aparecida de Aquino (2008).

NAVAS, Cássia. Imagens da dança em São Paulo. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado/Centro Cultural São Paulo, 1987.

NAVAS, Cássia; DIAS, Lineu. Dança moderna. São Paulo: Secretaria Municipal de Cultura, 1992.

RAMOS, Enamar. Angel Vianna – a pedagoga do corpo. São Paulo: Summus, 2007.

ROSSI, Patrícia Dias de. Espetáculos de Balé na cidade de São Paulo (1968-2007): mapeando 40 anos de arquivo. São Paulo, 2009. Dissertação (Mestrado em História Social). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo.

RUIZ, Giselle. Graciela e Grupo Coringa: A Dança Contemporânea Carioca dos Anos 1970/80. Rio de Janeiro: Mauad X, 2013.

TEIXEIRA, P. Letícia. Angel Vianna: a construção de um corpo. In: PEREIRA, Roberto e SOTER, Silvia (orgs). Lições de Dança 2. Rio de Janeiro: Univercidade Editora, 2000.

VIANNA, Klauss. A Dança. 3. ed., São Paulo: Summus editorial, 2005.

VISHNIVETZ, Berta. Eutonia: Educação do corpo para o ser. São Paulo: Summus editorial, 1995.

VISNIEC, Matéi. A Máquina Tchékhov. Tradução de Roberto Mallet. São Paulo: É Realizações, 2012.

Idealização e Curadoria:
Mariana Muniz, Natália Gresenberg e Talita Bretas

Convidados entrevistados (Depoimentos):
Ana Terra, Celso Nascimento, Clara Carvalho, Cláudio Gimenez, Helena Katz, Raul Rachou e Talita Bretas

Convidados dos Encontros (Conexões):
Angel Vianna, Maria Lúcia Lee e Valmir Santos

Colunistas dos Artigos (Ensaios):
Carlos Avelino de Arruda Camargo, Cássia Navas, Nirvana Marinho e Valmir Santos

Assistente de Produção:
Rafael Petri

Estagiária:
Isadora Dieb

Gravação e Edição das entrevistas:
Osmar Zampieri

Assistente de Câmera:
Filipe Barrocas

Web Design:
Vitor Vieira

Inteligência do site:
Dracco Publicidade

Assessoria de Imprensa:
Lugibi Assessoria - Fabio Camara

Agradecimentos:
Cooperativa Paulista de Dança, Curso de Dança da Universidade Anhembi Morumbi, Espaço Ghut, MIS – Museu da Imagem e do Som e Núcleo de Fomento à Dança. Ana Beatriz Souza, Carmen Gomide, Cláudia Palma, Gustavo Cipullo, Gustavo Paulino, Marcus Moreno, Maria Inês Ayres de Almeida, Marisabel Lessi de Mello, Natalia Mallo, Robson Lourenço, Ronaldo Mota, Selma Marques, Silvia Machado e Valéria Cano Bravi. E em especial aos fotógrafos, diretores e a todas as pessoas/artistas que aparecem nas imagens de todos os trabalhos. *Projeto contemplado pelo 18º edital de Fomento à Dança da cidade de São Paulo.